No Dia Mundial do Diabetes, saiba os benefícios de uma vida mais ativa, além das principais recomendações para antes, durante e após os exercícios
Você sabe a importância da prática regular de exercícios físicos na prevenção e no controle do diabetes? A prática regular de atividades físicas é um dos pilares tanto da prevenção, quanto do tratamento do diabetes, e deve ser associada aos cuidados nutricionais e ao tratamento farmacológico, quando há indicação médica.
Hoje, no Dia Mundial do Diabetes o EU Atleta traz os benefícios de uma vida mais ativa, além das principais recomendações e cuidados que os diabéticos devem ter antes, durante e após o treino. Vem com a gente!
Benefícios dos exercícios para quem tem diabetes
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- Reduzem o ganho de peso, que é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, forma mais comum da doença;
- Quando a enfermidade já está instalada, os exercícios agem diretamente no controle glicêmico;
- Ajudam a reduzir o risco de desenvolver complicações crônicas associadas ao diabetes tipos 1 e 2;
- Melhoram o controle de comorbidades comumente associadas ao diabetes, como hipertensão arterial, colesterol alto, estresse, distúrbios sono, entre outras, que potencializam o risco cardiovascular e de complicações crônicas da enfermidade;
- Possuem papel importante na redução da morbidade e da mortalidade associada ao diabetes;
- Previnem a sarcopenia, que é o prejuízo da força e da massa muscular, que pode potencializar alterações metabólicas e levar à incapacidade física precoce do portador da doença;
- Reduzem o risco de fraturas, uma vez que existe maior fragilidade óssea nos pacientes com diabetes;
- Melhoram o bem-estar físico e emocional dos indivíduos com essa condição.
- É importante ressaltar ainda que a American Diabetes Association (ADA) recomenda que adultos com diabetes participem de atividades aeróbicas e de treinamento de resistência. Eles especificam que isso deve envolver, pelo menos, 150 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana, distribuídos, no mínimo, em três dias por semana para evitar dias consecutivos sem atividade, e duas a três sessões de exercícios de resistência por semana em dias não consecutivos - pontua a médica endocrinologista Daniele Cristina Tokars Zaninelli, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia/Regional Paraná (SBEM/PR).
5 cuidados e recomendações
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A especialista esclarece que os cuidados devem ser sempre individualizados de acordo com o tipo de diabetes e de medicamentos em uso, tempo de diagnóstico, presença ou não de complicações crônicas ou de doenças associadas, capacidade cardiorrespiratória, entre outros fatores. No entanto, há alguns cuidados gerais, que explicaremos abaixo:
1 - Os diabéticos devem buscar liberação médica antes de iniciar qualquer atividade física de intensidade baixa ou moderada
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Deve-se realizar uma avaliação específica antes do início do programa de exercícios físicos, principalmente em pessoas que apresentem ou com suspeita de complicações relacionadas ao diabetes, como doença cardiovascular, hipertensão arterial, neuropatia ou comprometimento microvascular - recomenda Daniele Zaninelli.
2 - Monitorar os níveis glicêmicos antes, durante e após o treino: Vale lembrar que a queda dos níveis glicêmicos pode ocorrer diversas horas após a prática dos exercícios, o que pode exigir monitorização durante a noite, ajustes na dose de insulina e/ou realização de lanches extras.
Para reconhecer padrões de resposta à atividade física de forma individualizada, a médica entrevistada sugere que a pessoa anote os dados referentes aos treinos, ao uso de insulina, consumo de alimentos e glicemias relacionadas. A monitorização contínua da glicose com o uso de aplicativos pode auxiliar neste processo.
- Uma dica é programar os treinos praticando exercícios resistidos antes do treino aeróbico ou intercalar atividades de explosão (como tiros curtos) para minimizar o efeito hipoglicemiante do exercício para atletas com hipoglicemias frequentes - indica Daniele Zaninelli, que alerta: - Quem apresenta hiperglicemia descontrolada (acima de 250- 300mg/dL) deve seguir as recomendações do seu médico quanto à suspensão ou não das atividades físicas até que o quadro seja controlado.
3 - Manter uma boa hidratação
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A endocrinologista enfatiza que é essencial manter uma boa hidratação, especialmente quando a glicemia está alta, uma vez que a hipoglicemia pode ser desencadeada ou agravada pela atividade física, especialmente em pacientes que usam insulina.
4 - Usar calçados, meias e acessórios adequados

Fotos: Reprodução/Google
Outra recomendação fundamental é ter cuidado com os pés! Os calçados devem ser adequados, preferindo-se tênis com palmilhas especiais quando indicado, além de meias sem costura interna. É necessário manter os pés confortáveis e secos, especialmente em portadores de neuropatia diabética. Os pés devem ser examinados antes e depois dos treinos, buscando sinais de surgimento de lesões.
Um cuidado extra bem-vindo é que atletas com diabetes, especialmente os que usam insulina, andem com um bracelete de identificação, informando também o seu diagnóstico médico, em caso de emergências.
5 - Reposição de carboidratos
Dentro da prática regular de atividades físicas, o carboidrato ganha papel de destaque. Ele deve ser consumido com o objetivo de manter os níveis de energia e a glicemia estáveis, o que vai trazer melhores resultados nos treinos.
- Um dos efeitos do exercício físico é melhorar a sensibilidade à insulina na musculatura periférica, o que pode se manter por diversas horas e até dias após os exercícios. Por isso, atletas, especialmente com diabetes tipo 1, devem ficar atentos ao risco de hipoglicemia tardia, que pode ocorrer de seis a 24 horas após a prática dos exercícios, inclusive de madrugada, o que pode exigir maior monitorização das taxas glicêmicas e lanches extras. A suplementação de carboidratos pós-treino pode prevenir a ocorrência da hipoglicemia tardia. O uso de bebidas esportivas ajuda na prevenção e no controle da hipoglicemia tardia relacionada aos exercícios, assim como o consumo de leite integral e de lanches de absorção lenta contendo carboidratos, gorduras e proteínas - orienta a médica endocrinologista.
Fonte: com informações do Portal G1
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