18 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 24/12/2025

42% das mulheres não sabem se tomaram a vacina do HPV

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Foto: Reprodução

Pesquisa revelou a falta de conhecimento em relação à eficácia do imunizante

Mulheres entre 18 e 45 anos revelaram a uma pesquisa do Instituto Locomotiva que não se vacinaram ou não se lembram de ter vacinado contra o HPV. Essa faixa etária representa 42% das entrevistadas. Outro dado alarmante é que 26% garantiram que não foram vacinadas, e 16% acreditavam que a proteção oferecida não seja eficaz.

 

O resultado da pesquisa mostra a falta de conhecimento em relação à eficácia do imunizante. Ao Portal iG, o infectologista Guenael Freire, do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica, laboratório da Dasa em Minas Gerais, reforça a necessidade de informações confiáveis sobre a vacina.

 

“A vacina do HPV é utilizada há mais de 15 anos em diversos países, possui excelente perfil de segurança e apresenta alta efetividade contra os tipos de maior risco. A hesitação vacinal decorre muito mais de mitos do que de fatos”, afirma.

 

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No SUS e na rede privada

 

 

No Brasil, desde 2014, quando a vacina HPV foi implementada no calendário nacional de vacinação, o fornecimento é feito com a vacina tetravalente, oferecida de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina HPV é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Isso porque ela é altamente eficaz nos adolescentes dessa faixa etária não expostas aos tipos de HPV 6,11,16 e 18, induzindo a produção de anticorpos em quantidade muitas vezes maior do que a encontrada em infecção naturalmente adquirida num prazo de dois anos.

 

Já na rede privada, está disponível a formulação nonavalente, que amplia a proteção para nove subtipos do vírus. A oferta na rede particular também permite que pessoas fora da faixa etária contemplada pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) atualizem sua proteção conforme orientação profissional.

 

“Para as mulheres que não foram imunizadas na adolescência, a vacinação pode ser indicada até os 45 anos mediante avaliação médica, e, em situações específicas, essa recomendação pode ser individualizada”, explica o médico. Embora as campanhas de vacinação sejam direcionadas sobretudo às mulheres, o infectologista lembra que envolver os homens é fundamental para ampliar o impacto da prevenção.

 

Fotos: Reprodução

 

“A imunização masculina é igualmente essencial, já que eles também podem desenvolver cânceres associados ao HPV, como os de pênis, ânus e faringe, além de contribuírem para a transmissão. Ampliar essa cobertura reduz a circulação do vírus e protege toda a comunidade”, destaca. Guenael Freire reforça ainda que a pesquisa do HPV em material coletado no colo do útero permanece essencial para identificar o vírus.

 

"Nos casos não disponíveis, a indicação é realizar o exame Papanicolau, que identifica alterações celulares que podem evoluir para câncer, inclusive entre mulheres vacinadas. Para o especialista, combater mitos, esclarecer dúvidas e ampliar o entendimento sobre as indicações da vacinação são etapas fundamentais para reduzir o impacto das doenças relacionadas ao HPV no país", conclui.

 

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A doença


O HPV, ou papilomavírus humano, é um grupo de vírus que pertence à família Papillomaviridae, e que afeta a pele e as membranas mucosas do corpo humano, isto é, áreas como o sistema respiratório e genital. Existem muitos tipos de HPV, alguns dos quais são inofensivos e causam verrugas comuns nas mãos e nos pés. No entanto, outros tipos podem causar infecções genitais e estão associados a condições mais graves, inclusive o câncer.

 

Fonte: Com informações Portal Delas 

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