Um panorama preocupante: os números por trás da violência
Hoje, 25 de novembro, marca o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher — uma data de mobilização global para denunciar as múltiplas formas de opressão que persistem contra mulheres e meninas em todos os cantos do mundo. Instituída pela ONU em 1999 em homenagem às irmãs Mirabal, símbolos de resistência à ditadura na República Dominicana, a data é um lembrete potente de que a luta pela segurança e dignidade das mulheres está longe de terminar.
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Os dados mais recentes mostram um quadro alarmante no Brasil:
• Segundo a 5ª edição da pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, feita pelo Instituto Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 21,4 milhões de brasileiras com mais de 16 anos relataram ter sofrido algum tipo de violência nos últimos 12 meses — o que representa 37,5% delas.
• Dentre os tipos mais frequentes de agressão estão insultos verbais (31,4%), agressão física (como tapas, chutes e empurrões) e ameaças físicas.
• A maioria dessas violências ocorre no ambiente doméstico: 57% das mulheres entrevistadas afirmaram que a agressão mais grave que sofreram no último ano ocorreu em casa.
• Quanto aos agressores, os principais são parceiros íntimos: 40% das violências foram cometidas por cônjuges, namorados ou companheiros, seguidos por ex-parceiros (26,8%).
• Mesmo com índices tão altos de vitimização, muitas mulheres ainda não denunciam. Segundo levantamento legislativo, 36,5% das que passaram por agressão preferiram “resolver sozinha”, enquanto 17,7% afirmaram que não tinham provas suficientes para acionar a polícia.
• No que diz respeito à violência sexual mais dramática, em 2023 o Brasil registrou cerca de 83.988 casos de estupro, o que representa uma vítima a cada seis minutos, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Esses números não são apenas estatísticas: são vozes caladas, vidas marcadas por dor e traumas que muitas vezes permanecem invisíveis à justiça.
Por que essa data importa — e por que devemos agir

Além de celebrar ações de acolhimento e denúncia, o 25 de novembro deve servir como ponto de reflexão sobre as raízes estruturais da violência de gênero. A ONU reforça que essa violência é uma grave violação dos direitos humanos e pede comprometimento coletivo — de governos, da sociedade civil, do setor privado — para erradicá-la de forma definitiva.
Combater a cultura da impunidade e fortalecer redes de apoio é essencial, mas também é urgente transformar mentalidades. Muitas vezes, a violência se reproduz não apenas por falta de leis, mas por ausência de empatia, educação e empoderamento.
O papel do Portal Mulher Amazônica e do Ela Podcast
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Neste dia simbólico, o Portal Mulher Amazônica e o Ela Podcast reafirmam seu compromisso inabalável com a causa das mulheres. Nosso trabalho é construir uma plataforma de visibilidade, acolhimento e articulação: dar voz àquelas que sofrem em silêncio, informar sobre caminhos de denúncia, inspirar solidariedade e fortalecer comunidades.
Unidos, somos parte de um movimento maior, que não aceita a violência como algo inevitável. Cada história contada, cada denúncia acolhida, cada reflexão provocada é uma vitória contra a opressão.
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Fotos: Reprodução/Google
“Hoje, no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, renovamos nosso compromisso de lutar por um mundo em que nenhuma das nossas irmãs tenha medo, dor ou silêncio. No Portal Mulher Amazônica e no Ela Podcast, estamos juntas nessa caminhada — não apenas para denunciar a violência, mas para transformar realidades. Acredito que dar voz e informar é um dos atos mais poderosos de resistência. Chega de normalizar o sofrimento. Juntas, podemos construir redes mais seguras, mais dignas, mais humanas, “declarou Maria Santana.
Este 25 de novembro, convidamos todas as mulheres — e todos os aliados — a refletir, agir e somar forças. A jornada é longa, mas cada passo importa.
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