29 de Abril de 2026

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Diversidade - 23/09/2025

23 de setembro Dia Internacional das Línguas de Sinais: Comunicação, Inclusão e Diversidade

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Foto: Reprodução/Google

A primeira celebração oficial foi em 2018.

O Dia Internacional das Línguas de Sinais é celebrado anualmente em 23 de setembro. Foi oficialmente instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2017, através da resolução A/RES/72/161. A primeira celebração oficial foi em 2018.

 

A data de 23 de setembro foi escolhida porque, em 23 de setembro de 1951, foi fundada a World Federation of the Deaf (Federação Mundial dos Surdos). Este dia se liga à Semana Internacional dos Surdos, que busca promover os direitos das pessoas surdas em nível global.

 

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O que representam as línguas de sinais?

 

 

As línguas de sinais são sistemas de comunicação visuais-motores, que usam gestos das mãos, expressões faciais e linguagem corporal para transmitir significado. Não são universais — ou seja, cada país ou região costuma ter sua própria língua de sinais, com vocabulário, gramática e sintaxe próprios. Há mais de 300 línguas de sinais diferentes conhecidas no mundo.

 

Elas têm papel central na identidade cultural da comunidade surda, pois são meios de comunicação essenciais, especialmente para quem nasce surdo ou adquire surdez precocemente. O acesso a uma língua de sinais desde cedo contribui muito para o desenvolvimento cognitivo, social e educacional.

 

Inclusão, diversidade e direitos

 

 


Reconhecimento legal: muitos países têm leis que reconhecem suas línguas de sinais oficiais ou como meio legítimo de comunicação (como é o caso do Brasil com a Libras).

 

• Educação: acesso à educação em língua de sinais é um direito humano conforme a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. Sem esse acesso, muitos surdos enfrentam barreiras no aprendizado de línguas faladas, leitura, entre outros.
• Comunicação acessível: além da educação, é preciso garantir que conteúdos públicos, serviços de saúde, mídia, cultura, justiça etc. sejam comunicados em língua de sinais ou com intérpretes/tradução, para que surdos também participem plenamente da sociedade.
• Diversidade: surdos são um grupo diverso — há variações de língua de sinais, de cultura surda, de identidade, de grau de surdez, de língua falada usada simultaneamente etc. A língua de sinais também envolve mulheres surdas, surdos LGBTI+, surdos de diferentes contextos socioeconômicos e culturais. Reconhecer essa diversidade é fundamental. Embora haja progresso, ainda há muitos lugares com poucos recursos ou leis que não protegem esses direitos.

 

Situação do Brasil

 

 


A Língua Brasileira de Sinais — Libras — é reconhecida por lei (Lei nº 10.436/2002) como meio legal de comunicação e expressão para pessoas surdas. Há propostas para ampliar o ensino de Libras em todo o ensino básico para todos os estudantes, como forma de promover inclusão. No Senado está em tramitação o PL 2062/2025 com esse objetivo.

 

Importância social

 

Fotos: Reprodução/Google

 


• Promover equidade: garantir que pessoas surdas tenham as mesmas oportunidades que ouvintes — no trabalho, educação, cultura, saúde, participação política etc.
• Promover identidade cultural: a surdez não é só uma deficiência, mas uma cultura, com língua, arte, expressão próprias.
• Acessibilidade integral: envolve não só permitir que surdos participem, mas garantir que o ambiente (digital, físico, comunicativo) seja desenhado para ser acessível.
• Combater preconceitos e estigmas: muitas vezes surdos enfrentam ideias erradas sobre sua capacidade de aprender, falar, interagir. Reconhecer e valorizar línguas de sinais combate essas barreiras sociais.

 

Cada ano tem um tema internacional diferente para o Dia das Línguas de Sinais, decidido pela World Federation of the Deaf. Em 2025, por exemplo, o tema da Semana Internacional dos Surdos (que inclui o dia 23) é “No Human Rights Without Sign Language Rights” — ou seja: direitos humanos e línguas de sinais são inseparáveis.

 
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O Dia Internacional das Línguas de Sinais é uma data muito importante — não só para lembrar da existência das línguas de sinais, mas para reforçar que comunicação não é privilégio, é direito. É um momento de celebrar a diversidade linguística, a comunidade surda, de combater barreiras e de promover inclusão plena.
 

 

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