Além disso, a taxa de abortamento espontâneo também cresce com a idade, reflexo do maior índice de alterações cromossômicas nos embriões de mulheres mais velhas.
O ano de 2026 teve início marcado por uma sequência de crimes brutais contra mulheres em diferentes regiões do Brasil. Em comum, os casos revelam um padrão já conhecido pelas estatísticas: a violência praticada por parceiros ou ex-parceiros que não aceitaram o fim do relacionamento, tratando mulheres como propriedade e não como sujeitos de direitos.
Nos primeiros dias do ano, feminicídios confirmados chocaram comunidades e reacenderam o debate sobre a eficácia das políticas públicas de proteção às mulheres, especialmente jovens e mães.
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Casos confirmados e noticiados pela imprensa
Eva Sophia Santos Silva, 16 anos – São José dos Campos (SP)
No dia 1º de janeiro de 2026, a adolescente foi morta a facadas em plena via pública. O principal suspeito é o ex-namorado, de 25 anos, preso preventivamente. Câmeras de segurança registraram a perseguição e o ataque. A Polícia Civil classificou o crime como feminicídio.
Jéssica Cândido Flora, 34 anos – São João da Boa Vista (SP)
No dia 4 de janeiro, Jéssica foi assassinada a facadas dentro de casa. O companheiro foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Este foi o primeiro feminicídio registrado no município em 2026.
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Esses dois casos possuem confirmação em veículos de imprensa regionais e nacionais, com acompanhamento das autoridades policiais.
Casos divulgados em redes sociais e em apuração
Outros nomes têm circulado em postagens amplamente compartilhadas nas redes sociais, apontando possíveis feminicídios em diferentes estados:
• Maria Eduarda Alves Lima, 20 anos – Mathias Lobato (MG)
• Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, 31 anos – Guaíba (RS)
• Ingrid Lorane Negreiros Santos, 22 anos – Palmas (TO)
• Monique Helena Gabriel Teodoro, 36 anos – Taubaté (SP)
Um padrão que se repete

Fotos: Reprodução/Google
Especialistas em violência de gênero alertam que a maioria dos feminicídios no Brasil ocorre no contexto de relações íntimas. Dados oficiais mostram que:
• Mais de 70% das vítimas são mortas por parceiros ou ex-parceiros
• A residência da vítima é o local mais frequente do crime
• O término do relacionamento costuma ser o fator desencadeador
Mesmo com legislações como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio no Código Penal, o país ainda enfrenta dificuldades na prevenção, na concessão ágil de medidas protetivas e no monitoramento de agressores.
Onde buscar ajuda
Mulheres em situação de violência podem buscar apoio de forma gratuita e sigilosa pelo Ligue 180, canal nacional que orienta, acolhe e encaminha denúncias. Em situações de risco iminente, a recomendação é acionar imediatamente o 190.
Fontes:
O Vale / Sampi – Caso Eva Sophia (SP)
https://sampi.net.br/ovale/noticias/2952374
EPTV / GloboPlay – Caso Jéssica Cândido Flora (SP)
https://globoplay.globo.com/v/14227721
Agência Brasil – Dados sobre feminicídio no Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br
Ministério das Mulheres – Ligue 180
https://www.gov.br/mulheres
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