21 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Política - 19/06/2023

Tribunal Superior Eleitoral começa a julgar na próxima quinta-feira ação que pode tornar Bolsonaro inelegível

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Corte Eleitoral vai analisar processo que discute se houve abuso de poder político do ex-presidente em reunião com embaixadores estrangeiros. Julgamento pode durar mais de um dia.

 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa na próxima quinta-feira (22) a julgar a ação que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível. O julgamento pode se estender por mais de um dia. Por isso, o TSE também reservou as sessões dos dias (27) e (29) para analisar o caso.

 

Se a decisão do tribunal for pela inelegibilidade do ex-presidente, Bolsonaro pode ser impedido de participar de eleições até 2030. A ação contra a chapa Bolsonaro-Braga Netto foi apresentada pelo PDT, que questionou a conduta de Bolsonaro em uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022 O partido pede a inelegibilidade por suposto abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

 

Então presidente e pré-candidato à reeleição, Bolsonaro fez declarações sem provas que colocavam em dúvida a segurança das urnas e do processo eleitoral. A reunião foi transmitida pelo canal oficial do governo e nas redes sociais de Bolsonaro.

 

 Veja também 

 

Bolsa Família: com a nova regra, valor médio do benefício passará para R$ 705

'Vamos diminuir mais ainda a inflação, afirma Lula às vésperas do Copom



 

O caso será julgado no plenário da Corte Eleitoral, pelos ministros Alexandre de Moraes (presidente), Benedito Gonçalves (relator), Cármen Lúcia, Nunes Marques, Raul Araújo Filho, André Ramos e Floriano de Azevedo. Nos bastidores, ministros da Corte não descartam que um pedido de vista, mais prazo para análise da ação, possa adiar uma definição sobre o futuro político do ex-presidente e de Braga Netto.

 

MP defende inelegibilidade

 

 

 

O Ministério Público Eleitoral defendeu a inelegibilidade do ex-presidente da República. Para o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, houve abuso de poder porque Bolsonaro não poderia ter usado recursos do Estado para propagar informações falsas sobre as eleições.

 

"A busca do benefício pessoal também foi tornada clara. O uso de recursos estatais para a atividade da mesma forma está estampado nos autos", afirmou o vice-procurador-geral.

 

"Todo o evento foi montado para que o pronunciamento se revelasse como manifestação do Presidente da República, chefe de Estado, daí a chamada de embaixadores estrangeiros e o ambiente oficial em que a reunião ocorreu. O abuso do poder político está positivado", completou Gonet.

 

O que diz a defesa de Bolsonaro

 

 

 

Já a defesa de Bolsonaro alegou ao Tribunal Superior Eleitoral que a reunião com embaixadores não teve caráter eleitoral.

 

Os advogados também afirmaram que as falas sobre as urnas fizeram parte de um "debate de ideias" para aprimorar o sistema de votação do país.

 

Quais os desdobramentos que a ação pode gerar?

 


Se a acusação for acolhida, o Tribunal Superior Eleitoral declara a inelegibilidade de quem praticou as condutas. Essa punição normalmente é de oito anos a partir da eleição na qual ocorreu a ilegalidade. Se a acusação for rejeitada, o TSE arquiva a ação.

 

 

Quais serão as etapas do julgamento?

 

 

 

- Relator, Benedito Gonçalves, faz o relatório do caso
- PDT, autor da ação, se manifesta por até 15 minutos
- Defesas de Bolsonaro e Braga Netto se manifestam por 15 minutos
- Ministério Público Eleitoral apresenta o parecer
- Relator apresenta o voto

 

Na sequência, são colhidos votos dos outros seis ministros. Votam nesta ordem:

 

- Ministro STJ – Raul Araújo
- Ministros da advocacia - Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares
- Ministros do STF - Nunes Marques, Cármen Lúcia (vice-presidente) e Alexandre de Mores

 

Que provas serão analisadas?

 

 

Fotos: Reprodução 

 

Ao longo do processo, o Tribunal Superior Eleitoral tomou depoimentos de personagens que participaram da elaboração da reunião e testemunhas. Foram ouvidos ex-ministros Anderson Torres, Carlos Alberto Franco França, Ciro Nogueira Lima Filho, os deputados Felipe Barros e Vitor Hugo, além de peritos da PF.

 

Também foram analisadas provas de investigações que apuram a atuação de uma milícia digital contra a democracia e as instituições, além de atos antidemocráticos.

 

Também consta no processo a minuta de decreto de Estado de Defesa que foi apreendida pela Polícia Federal na casa de Anderson Torres  ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro.

 

 Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Outras ações

 

Além da ação que começa a ser analisada na próxima quinta-feira, o ex-presidente é alvo de outros processos em tramitação na Corte. Um deles, por exemplo, diz respeito à concessão de benefícios financeiros durante o período eleitoral, como antecipação da transferência do benefício do Auxílio-Brasil e do Auxílio-Gás.

 

Outro versa sobre a realização de atos de campanha durante o desfile cívico de (07) de setembro, usando o cargo para promoção de sua então candidatura

 

Fonte: com informações do Portal G1

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.