O Nobel de Medicina foi concedido aos cientistas Katalin Karikó e Drew Weissman por seus estudos que permitiram o desenvolvimento de vacinas eficazes contra a Covid-19. O Fantástico entrevistou a cientista com exclusividade antes do prêmio.
Em entrevista exclusiva ao Fantástico, antes de receber o Nobel de Medicina 2023, a cientista Katalin Karikó falou de sua trajetória profissional, da ida para os Estados Unidos e sobre ter sido rebaixada de cargo por falta de resultados.
"Nos Estados Unidos, a Universidade da Pensilvânia acabou me contratando como professora. Mas, depois de sete anos, me rebaixaram para pesquisadora. Então, eu sei o que é ser promovida, e o que é ser rebaixada”, revelou.Ela e o colega Drew Weissman, também premiado, criaram as vacinas de RNA – usadas pela primeira vez na pandemia de Covid, com resultados espetaculares.
“Para ser sincera, acho que prêmios são polêmicos. Tem gente que passou a me odiar quando comecei a ser premiada. O lado bom é que os prêmios trazem a ciência para os holofotes”, disse na ocasião.
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De origem humilde, filha de um açougueiro, a doutora Katalin começou a carreira no país natal, a Hungria, nos anos 1970. Já trabalhava com RNA, mas, um dia, a verba acabou. Com isso, ela decidiu se mudar para os EUA, levando o marido, a filha, e US$ 1,2 mil escondidos em um urso de pelúcia.
"Meu plano nem era criar vacinas, era criar medicamentos. Por exemplo, para apressar cicatrização, porque eu via as bolhas nas mãos da minha filha remadora. Mas eu não conseguia verba. Então, para fazer minhas experiências, me aproximava de outros cientistas que tivessem dinheiro”, explicou Katalin.
Fonte: com informações do Portal G1
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