18 de Abril de 2026

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Diversidade - 29/11/2021

'Somos a inclusão': 90 pessoas trans e não-binárias ganham registro no Rio

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Às 9h, uma fila enorme já se formava perto do ônibus da Justiça Itinerante, estacionado na Fiocruz, zona norte do Rio

Às 9h, uma fila enorme já se formava perto do ônibus da Justiça Itinerante, estacionado na Fiocruz, zona norte do Rio.

 

Por meio de um mutirão realizado pelo Nudiversis (Núcleo de Defesa dos Direitos Homoafetivos e Diversidade Sexual), da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, cerca de 90 pessoas não-binárias e transexuais puderam fazer a mudança de nome.

 

Deste grupo, 47 são não-binárias -- e finalmente vão conseguir ter a identidade de gênero registrada e reconhecida na certidão de nascimento. Um direito que apenas cinco pessoas conseguiram obter no Brasil, até hoje. Às 7h30, Vênus de Oliveira, 26, já estava na fila para aguardar o atendimento.

 

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Mal conseguiu dormir à noite de ansiedade para realizar sua mudança de nome. Desde pequena (ela usou o gênero feminino durante a reportagem), conta que nunca se identificou apenas com um gênero apenas. "Fui experimentando e vi que estava entre algo. Foi aí que descobri que meu nome anterior não me cabia mais. Já queria muito fazer a mudança e nunca tive a oportunidade. Essa campanha agilizou o processo", contou ao TAB, reforçando que recebeu todo o apoio da mãe.

 

Vênus de Oliveira assina documentação para mudança de nome

Vênus de Oliveira, pessoa não-binária, assina documentação para a mudança de nome durante mutirão montado pela Defensoria Pública do Rio - Ricardo Borges/UOL - Ricardo Borges/UOL

Foto: Ricardo Borges/UOL / Reprodução

 

Mesmo com o nome de Lucas na identidade, os amigos do trabalho já a conheciam como Vênus. Por ser do meio artístico, a aceitação foi maior, mas em alguns eventos as pessoas acabavam chamando-o pelo "nome morto". "Pediam a identidade, me chamavam pelo 'nome morto', aí criava um clima, né? Tanto para mim quanto para as pessoas que estavam me atendendo.

 

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Chamo dessa forma porque de fato é um nome que morreu, pretendo não usá-lo nunca mais. É uma coisa que quero deixar para trás e seguir agora com meu novo nome", disse Vênus, a primeira pessoa não-binária a conseguir o documento judicial na manhã de sexta-feira(26). Com a pasta em mãos, seguiu direto para o cartório de Itaboraí, regiãometropolitana do Rio.

 

Fonte: Tabuol

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