Priscila Pellegrini conta como construiu sua trajetória à frente do grupo, que reúne sete empresas de comunicação e marketing de experiência, e os desafios e oportunidades que a esperam
Priscila Pellegrini já exercia funções de CEO antes mesmo de se sentar nessa cadeira formalmente. A partir deste ano, ela está à frente da Holding Clube, que reúne sete empresas especializadas em comunicação e marketing de experiência. “Sempre tive um perfil de liderança, desde pequena. Eu construí minha trajetória assim: tomando a frente e assumindo papéis de uma forma natural”, diz a executiva e sócia do grupo.
Até então diretora de operações, Priscila comandava o fluxo administrativo e financeiro, além da gestão de mais de 300 projetos anuais sob o guarda-chuva do grupo. “Já tinha assumido um papel mais amplo de gestão administrativa da empresa. Todos os gastos e investimentos passavam por mim.” Segundo o fundador e presidente do conselho da Holding Clube, José Victor Oliva, “ela tem um olhar diferenciado que muda o ponteiro das entregas.”
Em 28 anos de carreira, com passagens por Leo Burnett, Grupo TV1 e pela Banco_ (antiga Banco de Eventos), uma das agências do grupo, a publicitária se destacou pela habilidade em gerir pessoas. “Talvez esse seja o meu maior talento, além de conhecer muito do mercado de live marketing”, reconhece. Publicitária de formação, até chegou a fazer um curso de gestão de pessoas na FGV (Fundação Getulio Vargas) e adora estudar neurociência, mas nada ensinou tanto quanto a prática. “Aprendi muito observando bons líderes e também entendendo o que eu não gostaria de reproduzir.”
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Foto: Reprodução/Instagram
“O líder precisa ser um pouco terapeuta e entender que cada pessoa é diferente. Essa talvez seja a grande dificuldade dos líderes hoje, porque eles querem tratar todos como se fossem uma mesma categoria. Dessa forma, você não tira o melhor das pessoas.”
Priscila Pellegrini
Priscila construiu sua carreira em um mercado dominado por homens, mas com grandes referências femininas. Mais recentemente, tem observado a ascensão de outras mulheres à frente de empresas e agências, e quer contribuir para esse movimento. “Seguirei olhando para desenvolver oportunidades para que outras lideranças femininas tenham o devido destaque nesse segmento.”
A executiva também integra o conselho de administração da Holding Clube, que registrou faturamento de R$ 375 milhões em 2024 e projeta alcançar R$ 430 milhões em 2025. Além de agências como Banco_, Samba e Roda Trade, o grupo mantém projetos proprietários reunidos na plataforma de experiências Clube Nº1, responsável pelo Camarote Nº1, no Rio de Janeiro, pelo Réveillon Arcanjos Nº1 e pela Área Nº1 no Tomorrowland Brasil. Mais recentemente, lançou a Bossa, empresa dedicada a viagens e programas de incentivo. “A gente não para. Estamos sempre estudando novas oportunidades e pensando em qual é o próximo negócio.”
Fonte: com informações Forbes
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