Videocast da Secom apresenta as estratégias federais para ampliar o número de crianças, jovens e adultos alfabetizados em todo o país
O compromisso em garantir a alfabetização das crianças brasileiras e o pacto para superar o analfabetismo de jovens e adultos estão detalhados no videocast “Me Conta, Brasil”, que convidou para seu 30° episódio – já disponível nas redes sociais e no canal da Secom no YouTube – duas professoras que trabalham no Ministério da Educação: Zara Figueiredo, secretária de Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão; e Mônica Silva de Souza, coordenadora de Alfabetização da Educação Integral Básica.
São ações pautadas no regime de colaboração. Formação de professores é fundamental, garantir processos de avaliação para que a gente possa estar acompanhando como as crianças estão nessa caminhada", disse Mônica Silva, coordenadora de Alfabetização da Educação Integral Básica do MEC. Juntas, as gestoras abordaram como a educação de jovens e adultos não é construída somente para pessoas que vivem nas cidades, mas também para aquelas que estão no campo, nas águas, nas florestas, indígenas, quilombolas. “Tem todo esse grupo e os grandes desafios que são pensar políticas para todos”, diz Zara.
Elas também detalham o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, lançado pelo Governo Federal em junho de 2023, para garantir que alunos e alunas, na faixa dos seis e sete anos de idade, aprendam a ler e a escrever até o fim do segundo ano do ensino fundamental. A iniciativa já conta com a colaboração de todos os estados e 99,8% dos municípios. Mais de R$ 1 bilhão em recursos federais já foram investidos. Mônica defende que o desafio seja coordenado e pautado no regime de colaboração entre União, estados e municípios, um esforço conjunto para que professores do país inteiro possam assegurar a alfabetização das crianças na idade certa.
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“São ações pautadas, basicamente, no regime de colaboração. Formação de professores para a gente é fundamental, garantir processos de avaliação para que a gente possa estar acompanhando como as crianças estão nessa caminhada e ter materiais que apoiem o professor nesse processo, para que a gente possa, de fato, trazer essa perspectiva do direito da criança a essa aprendizagem como tarefa de todos”, salienta.
No ano passado, 56% das crianças que estudam em escolas da rede pública foram alfabetizadas na idade certa. Em 2021, ainda durante a pandemia de Covid-19, 36% conseguiram alcançar o resultado. Agora, o Brasil retornou aos índices pré-pandêmicos. A estudante Alice Vieira Nunes, de 11 anos, estava em processo de alfabetização durante o período de isolamento social. Ela contou que o cenário tornou o aprendizado mais desafiador. “Foi difícil, porque eu estava no segundo ano, na época de alfabetização. A internet da tia falhava muito e eu ficava ouvindo pelo celular. A professora era muito boa, só que não era fácil para aprender”, rememorou a jovem.
Ela acrescenta que, ao voltar para a sala de aula, já no terceiro ano, sentiu seu desempenho prejudicado. “Eu não sabia ler direito. E também escrevia muitas palavras erradas. Eu quase reprovei no terceiro ano, depois passei para o quarto, e quase reprovei também”, recorda. “Mas, neste ano, no quinto, estou indo bem na escola, pois fiz a aula de reforço e melhorei. Hoje em dia, ainda erro palavras difíceis, mas outras eu consigo fazer com facilidade. Nesse trimestre, tirei 9,5 em matemática e 9 em português. Eu agradeço todas as minhas professoras”, conta.
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A coordenadora Mônica Silva explica que o Governo Federal tem um olhar específico para as crianças do terceiro ao quinto ano, que viveram experiências similares à de Alice. “Temos, também, dentro do compromisso, ações pautadas para esse movimento de recomposição das aprendizagens, para a gente tentar apoiar as crianças nesse processo”, orienta. “Entendemos que esse processo se materializa nos municípios, o diálogo precisa chegar nas escolas com os professores, com as famílias. E a gente precisa ter secretarias de educação fortes, potentes nesse processo”, completa Mônica.
O Programa Brasil Alfabetizado, criado em 2003, foi retomado pelo Governo Federal como uma das ações do Pacto para Superar o Analfabetismo. São 900 mil vagas para estudantes de todo o Brasil, com prioridade para municípios com os piores índices de analfabetismo. Em 2022, mais de 11 milhões de pessoas acima de 15 anos não sabiam ler nem escrever – 7% da população brasileira. As turmas do Brasil Alfabetizado são instaladas em escolas e espaços alternativos: locais mais próximos dos alunos, como associações de bairros, igrejas e centros comunitários.
Um desses espaços é o Núcleo Rural do Paranoá, a cerca de 50 quilômetros do centro de Brasília (DF). É lá onde Miguelina iniciou os estudos. Aos 71 anos de idade, ela conseguiu realizar o sonho de concluir o ensino médio. “É uma era para nós. Vai evoluindo a nossa mente, porque em vez de parar, acomodar, vamos andando pra frente”, destacou. Ela diz que já ter criado os filhos facilitou a retomada dos estudos. “Agora chega a época de a gente cuidar de nós mesmos, já na terceira idade”.
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Viúva, Luiza dos Reis também é estudante e relembra que a dedicação às aulas lhe ajudou a superar a morte do marido e evitar a solidão. “Fico sozinha em casa, para mim foi uma grande oportunidade vir para a aula. Antes de cair em depressão, melhor estudar e ter mais conhecimento, né? Eu tenho motivo para fazer minhas tarefas em casa e tomar banho, sair e vir pra aula. Mudou a minha vida”, assegura.
Para reconhecer o esforço e competências técnicas das secretarias municipais e estaduais de educação em garantir essa alfabetização das crianças, o Ministério da Educação lançou o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização. As inscrições estão abertas até 8 de novembro. São três categorias: ouro, prata e bronze.
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Fotos: Reprodução Google
O “Me Conta, Brasil” é um videocast para dialogar com a população e divulgar informações sobre os programas do Executivo que fazem a diferença na vida das pessoas. A ideia é que o videocast seja um espaço de bate-papo para explicar como as pessoas podem garantir os seus direitos e se beneficiar de ações federais. A cada apresentação, dois ou mais porta-vozes participam do diálogo.
Fonte: com informações da Agência Gov
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