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Geral - 23/10/2023

"Se ele tivesse me visto, teria disparado contra mim", revela amiga de atirador de escola em SP

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Foto: Reprodução Google

Adolescente teve uma desavença com o suspeito em junho deste ano. Eles chegaram a se agredir em sala de aulas

Uma amiga do estudante de 16 anos que promoveu o ataque a tiros na Escola Estadual Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, acredita que teria sido um dos alvos na manhã desta segunda-feira, 23. A amizade estava estremecida desde junho, quando eles acabaram se agredindo durante uma aula. No ataque, uma adolescente do terceiro ano morreu após ser atingida na cabeça, e outras duas estudantes ficaram feridas. 

 

O crime ocorreu por volta das 7h30, quando os alunos do 1º E do Ensino Médio estavam em aula vaga de sociologia. O adolescente chegou com três blusas, o que causou estranheza por causa da previsão de calor. Pouco depois, ele utilizaria uma das peças como uma espécie de máscara no rosto.

 

A turma estava dentro da sala de aula. A coordenadora do colégio passou um trabalho a pedido do professor ausente. Os alunos já se reuniam em grupos para realizar a atividade, e quando a funcionária saiu do local, o aluno suspeito a seguiu, em direção ao corredor.  

 

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“Ele saiu da sala também, falando que ia no banheiro. A gente ouviu um barulho, como se fosse uma bomba muito forte. A escola já tem histórico [de bombas]. A gente foi fechar a porta da sala, ele apareceu, e disparou contra a menina que estava fechando a porta. Era uma amiga minha”, relata a estudante que já foi amiga do adolescente e presenciou o ataque. 

 

A menina que fechava a porta foi atingida no braço. Porém, antes disso, o aluno já havia atirado em outra garota, de 17 anos, que estudava no 3º ano. O disparo atingiu a região da cabeça dela, e todos os alunos que estavam no andar a viram caída no chão, conforme conta a amiga dele ouvida pelo Terra.  

 

“Ele nunca tinha falado com ela. Ela não falava nada [não praticava bullying]. Ele só atirou nela acho que porque ela viu ele. Não teve nenhuma motivação. A gente nem conhecia ela”, explica. 

 

Revolta

 

 

A adolescente esclarece que o adolescente era “revoltado” com as pessoas da sala, pois sofria bullying devido a sua sexualidade. “As pessoas não concordavam”. Segundo a menina, o atirador usava isso para ganhar visualizações nas redes sociais. 

 

Ela relembra que no início do ano, o estudante já tinha dito que iria fazer um ataque na escola, mas de maneira “sarcástica”. “Ele falava que ele sofria muito bullying na escola. Todo mundo desconfiava dele”, diz ela ao apontar que a turma achava que a escola deles seria a próxima a registrar um atentado. 

 

Desde o meio do ano, ele não falava com ninguém da sala, pois segundo a jovem, já havia arrumado briga com todo mundo. O comportamento dele mudou “drásticamente”. 

 

Trauma

 

Fotos: Reprodução

 

A menina presenciou toda a cena. Viu a colega de sala ser atingida por um disparo no braço, e quando correu, viu a adolescente do terceiro ano caída no chão, já ensanguentada. Desesperados, ela e outros alunos sugiram rumo à coordenação, e tentaram pular o muro da escola para fugir. 

 

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“Todos os professores, todo mundo desesperado”. Agora, vai ser difícil voltar para a escola. “Eu estou meio transtornada com essa situação, porque eu não acredito que aconteceu isso. Não acredito que poderia ter sido eu se ele tivesse me visto. Se ele tivesse olhado para o meu rosto, teria atirado contra mim. Eu acredito que eu não vou voltar mais para a escola esse ano. Diante da situação, por mais que ele não esteja”, confessa. 

 

Fonte: com informações do Portal Terra 

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