21 de Abril de 2026

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Violência contra Mulher - 12/04/2022

'São muito fetichizados', diz influenciador que registrou comentário de PM sobre corpos de indígenas em Brasília. VEJA

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Foto: Reprodução

''Essas indiazinhas com os peitinhos para o lado de fora", disse o policial militar

Um vídeo gravado durante a mobilização da 18º edição do Acampamento Terra Livre (ATL) no sábado, 9, em Brasília (DF), causou revolta ao mostrar o que está sendo considerado machismo e fetichização dos corpos das mulheres indígenas por um PM.

 

O momento em que um policial militar não identificado comenta sobre os corpos nus de mulheres presentes na manifestação foi registrado pelo influenciador Tukumã Pataxó.

 

“Essas indiazinhas com os peitinhos para o lado de fora”, foi o que o policial deu a entender no vídeo feito na Praça dos Três Poderes. Pataxó contou que haviam duas “parentes” — forma como os indígenas se tratam — tirando fotos com a Bandeira do Brasil, na frente de um grupo de policiais. “Eles começaram a xingar, nos chamar de filhas da ****. Aí eu comecei a filmar e perguntar ‘Você está falando o quê?”, então foi aí que ele fez o comentário. Eles tentaram intimidar, aí eu postei [o vídeo]”, afirmou Pataxó.

 

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No Instagram, ao postar o material, o influenciador questionou: “Até quando nossos corpos e território serão violados, até quando o corpo da mulher indígena será fetichizado?”.

 

 

 

Apib se manifesta sobre comportamento do PM


A coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sonia Guajajara, também se manifestou, no Instagram, a respeito do vídeo.

 

“Além de sermos ‘obrigads’ a enfrentar o racismo institucional, ainda temos que encarar situações como essa, por parte de quem deveria proteger nossas vidas. Medidas cabíveis precisam ser tomadas pelo Estado diante de situações como essa que legitimam violências. Todo o nosso repúdio e nossa luta! Não passarão”, disse ela.

 

Fotos: Reprodução

 

Pataxó explicou ainda que o jurídico da Apib solicitou as imagens e vídeos registrados. A reportagem entrou em contato com o advogado da articulação, Eloy Terena, via aplicativo de mensagem, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Distrito Federal informou à CENARIUM que, pelas imagens, não é possível ouvir claramente o que foi dito, não sendo possível, portanto, afirmar que o policial militar pronunciou as frases a ele imputadas. O policial em questão, inclusive, registrou ocorrência na delegacia por crime contra a honra, segundo a assessoria de comunicação.

 

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Fonte: Portal Revista Cenariun

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