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Política - 27/09/2022

'Representa o povo': moradores de cidade mais evangélica do País escolhem Bolsonaro, mas de olho em Michelle

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Foto: Reprodução

Papel da primeira-dama na campanha e governança do candidato à reeleição é exaltado por seguir princípios evangélicos em 'defesa da família'

"Nem tanto ele, mas a metade dele, que é a esposa, é muito importante para nós". É assim que o aposentado e bolsonarista Henri Bonow, de 65 anos, descreve a importância da união matrimonial entre o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) e a primeira-dama Michelle Bolsonaro para as eleições presidenciais deste ano.

 

Bonow é um dos moradores mais conhecidos da pequena Arroio do Padre, cidade do Rio Grande do Sul formada por imigrantes alemães e pomeranos em fuga da Segunda Guerra Mundial. No último Censo IBGE, realizado em 2010, o município ganhou o título de cidade mais evangélica do País, depois que 85% da população de 2,7 mil habitantes declarou seguir a religião.

 

Cobiçado pelos presidenciáveis, o eleitorado evangélico vem conquistando seu próprio espaço na sociedade e na política e, hoje, supera um quinto do total de brasileiros. Desde 2002 até as últimas eleições, a bancada evangélica aumentou o número de seus membros em mais de 60%. Só nas eleições de 2018, por exemplo, a categoria elegeu 92 parlamentares.

 

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Isso faz com que, naturalmente, o voto dos fiéis seja disputado por todos os candidatos à Presidência. Mas nessa disputa quem leva a melhor é Bolsonaro. Pelo menos neste momento e entre os arroio-padrenses. Não por causa do seu plano de governo, aliados ou histórico de realizações na sua gestão, mas, sim, por ter ao seu lado a devota Michelle Bolsonaro.

 

"Bolsonaro pode não representar totalmente o evangelho, mas a Michelle representa o povo que pratica", diz Henri Bonow.

 

Orações públicas

 

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Mesmo que Bolsonaro seja católico, é de Michelle que parte um movimento que chama a atenção dos religiosos. Não faltam exemplos de demonstrações de sua fé perante o público. No fim de agosto, por exemplo, a primeira-dama conduziu uma vigília no Palácio do Planalto, sede administrativa da Presidência da República.

 

O evento contou com a presença de cantores e pastores evangélicos, com fotos e vídeos publicados em seu Instagram, que foram apagados logo em seguida. Mesmo assim, essas e outras demonstrações públicas de fé repercutem entre o eleitorado, que parece ver ações do tipo com bons olhos.

 

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"O próprio presidente também se submete a posições de respeito ao evangelho, orar em público. Isso é um ato de profunda humildade e reconhecimento que você é muito pouco e dependente do que Deus está planejando", opina Bonow, que acompanha o presidente pelas redes sociais e exalta a relação de Michelle com a governança do marido. "Acreditamos que seja duas metades de um só ser", diz.

 

Para a moradora Sileia Rejante, de 49 anos, é a primeira-dama quem assegura que os princípios religiosos voltem a ser seguidos.

 

"Se nós não tivéssemos elegido Bolsonaro, onde estaríamos hoje? Se a esquerda tomar conta do país, para onde vamos?", questiona.

 

Deus, Pátria e família

 


As normas evangélicas dentro do governo federal parecem estar asseguradas com a primeira-dama, segundo avaliam os arroio-padrenses. Embora temam a volta de "partidos de esquerda" ao poder e a perda destes princípios, Bonow recusa o título de "conservador" para se referir aos eleitores que seguem o evangelho.

 

"Não precisava, mas machuca. É a mesma coisa que chamar alguém de bolsonarista", afirma. Apesar disso, Sileia Rejane acredita que é preciso defender os princípios religiosos que guiem o povo e o governo alinhados ao evangelho. Na avaliação dela, os anos de esquerda no governo causaram "estragos" na sociedade brasileira.

 

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Fotos: Reprodução

 

"Hoje estamos colhendo frutos muito amargos, da forma como sutilmente o povo brasileiro foi enganado", diz ela, que se divide entre ajudar no pequeno mercado e no restaurante da família.

 

A suposta enganação à qual Rejane se refere são conceitos que consideram novos formatos de família, que envolvem relações homoafetivas, o reconhecimento de direitos de pessoas transexuais e outras pautas, como o aborto e legalização da maconha.

 

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"É tudo muito sutil", explica. "Primeiro, eles entraram nas escolas, conseguiram formar a cabeça de muitos professores e jovens. Essas pessoas não têm entendimento, precisam abrir os olhos. Quem nos faz enxergar essas coisas é o Espírito Santo".

 

Fonte: Portal Terra

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