17 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 28/03/2024

"Prova legítima da violência política do país", diz Anielle sobre crime que matou irmã

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Foto: Reprodução

Irmã de Marielle Franco, a ministra da Igualdade Racial diz que só celebraria a prisão dos três supostos mandantes do assassinato se a vereadora estivesse viva

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que a revelação dos supostos mandantes do assassinato da irmã dela, a vereadora Marielle Franco, é a "prova legítima da violência política do país".

 

"A prova legítima de que, muitas vezes, os corpos negros são considerados descartáveis, podem tombar a qualquer custo e qualquer motivo", enfatizou, em entrevista aos jornalistas Rosane Garcia e Carlos Alexandre de Souza, no Podcast do Correio.

 

No domingo, a Polícia Federal prendeu preventivamente os irmãos Chiquinho Brazão, deputado federal (ex-União Brasil-RJ), e Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do estado; e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa.

 

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Para Anielle, foi uma "resposta primordial" na apuração do assassinato, que ocorreu há seis anos, mas frisou que é difícil falar em celebração pelas detenções. "A família não tem o que comemorar. Acho que ninguém precisa comemorar e celebrar nada. Eu conseguiria celebrar se minha irmã estivesse viva, mas nas circunstâncias, consegui entender a importância de termos chegado onde chegamos, depois de seis anos e 10 dias. Mas acho que a democracia brasileira não tem o que celebrar com uma vereadora negra sendo assassinada com cinco tiros na cabeça e três tiros no corpo".

 

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Anielle criticou o adiamento, na Câmara, da decisão sobre a prisão de Chiquinho Brazão. "Hoje, as pessoas falam: 'Ah, vamos esperar mais um pouco'. Não, a gente precisa muito fortalecer esse passo que foi dado. É um deputado daquela Casa que está sendo acusado de assassinato, de tramar crime. Que país é este que a gente quer? Qual o lugar da democracia que a gente quer que caminhe?" 

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

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