21 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Política - 07/02/2024

Presidente Lula muda regime de privatização dos Parques Nacionais Anvilhanas e Jaú no Amazonas

Compartilhar:
Foto: Reprodução Google

O Parque Nacional de Anavilhanas recebeu mais de 21 mil visitas em 2021

O Parque Nacional de Anavilhanas (Parna Anavilhanas) e o Parque Nacional do Jaú (Parna Jaú) foram retirados do Programa Nacional de Desestatização (PND), que previa a privatização das unidades de conservação. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 7, e insere os Parnas no Programa de Parceria de Investimentos, atendendo à recomendação emitida pelo conselho do programa em dezembro de 2023.

 

A medida anula quatro decretos assinados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que incluíram as unidades de conservação no PND e no PPI nos anos de 2019 e 2022. O Programa Nacional de Desestatização (PND), criado na década de 1990, tem como objetivo transferir para a iniciativa privada a administração de estruturas públicas, enquanto o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) foi criado no ano de 2016 para celebrar contratos de parceria do governo federal com a iniciativa privada.

 

Veja também

 

Lula orienta ministros a protegerem Padilha e não deixá-lo isolado

Lula nomeia Aloysio Nunes para cargo na Apex em Bruxelas

 

 

 O Parque Nacional de Anavilhanas (Parna Anavilhanas) fica localizado entre os municípios de Manaus e Novo Airão, no Amazonas. O arquipélago fluvial possui mais de 400 ilhas e 60 lagos, com aproximadamente 130 km de extensão e, em média, 20 km de largura e 350 hectares de terra firme. A Unidade de Conservação (UC) foi criada em 1981 e recebe a estimativa de 30 mil turistas por ano.

 

O Parque Nacional do Jaú (Parna Jaú) foi criado em setembro de 1980 e possui uma área de 2.272 mil hectares, localizado entre os municípios de Novo Airão e Barcelos, no Baixo Rio Negro, também no Amazonas. O Parna é reconhecido como Sítio do Patrimônio Mundial Natural e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e integra o Sítio de Ramsar Rio Negro.

 

 

 

Ele é considerado o único parque do Brasil que protege a bacia hidrográfica de um rio de águas pretas, a bacia hidrográfica do Rio Jaú, e estende-se até as águas do Rio Carabinani, ao sul, e as dos rios Unini e Paunini, ao norte. O Rio Negro forma o limite leste do parque.

 

Mudança e continuidade da privatização

 

 

A mudança permite que empresas, por meio de concessões para prestação de serviços públicos, realizem atividades de visitação às unidades de conservação. Em abril de 2021, um decreto publicado no Diário Oficial da União inseriu os parques no PND, com a justificativa, na época, em nota emitida pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), de que se tratava de um projeto de concessão de uso comum, isto é, mesmo com a permissão de exploração da área, o território permaneceria como patrimônio da União.

 

 

 

Já em 2023, com a posse do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o PPI entrou em processo de congelamento para que fossem acertadas as normas e regras para a concessão dos parques, que posteriormente receberam a aprovação dos órgãos da área ambiental, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que, inclusive, é o administrador dos parques.

 

Estudos

 

 

No fim de janeiro de 2022, o PPI participou do lançamento dos trabalhos para a estruturação dos projetos de concessão do Parque Nacional de Anavilhanas e de outros parques e Florestas Nacionais, na tentativa de avançar nas concessões. Intitulado consórcio “Uirapuru”, foi contratado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), e os estudos iniciaram no mesmo dia do lançamento da iniciativa.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

 Fotos: Reprodução Google

 

O consórcio Uirapuru é composto pelas empresas Spin Soluções Públicas Inteligentes Consultoria LTDA., Vallya Advisors Assessoria Financeira LTDA., Plantar Ideias LTDA. e Queiroz, Maluf Sociedade de Advogados. O valor da concessão é de R$ 2,4 milhões, segundo o extrato de informações fornecido pelo BNDES. A última atualização do consórcio indica que os estudos ainda estão em andamento.

 

Fonte: com informações da Revista Cenarium 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.