30 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 03/10/2025

Presidente Lula lança fundo florestas tropicais para sempre como marco da COP30 em Belém

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Pelo menos 20% dos repasses deverão ser destinados diretamente a povos indígenas e comunidades tradicionais, que também participam do desenho do mecanismo.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) é a mais nova proposta do Brasil para colocar a conservação ambiental no centro da agenda global. Idealizado para ser lançado oficialmente durante a COP30, em Belém, em novembro de 2025, o mecanismo busca remunerar países tropicais pela manutenção de suas florestas em pé, especialmente as tropicais e subtropicais úmidas, a partir de critérios de desempenho claros, com monitoramento rigoroso, verificações independentes e penalidades em caso de desmatamento ou degradação.

 

O objetivo central do TFFF é inovar no modelo de financiamento climático, indo além de doações pontuais ou de mercados de compensação de carbono. A proposta é pagar diretamente pela floresta preservada, mobilizando recursos consistentes e previsíveis de longo prazo, capazes de dar estabilidade às políticas públicas de conservação. Pelo menos 20% dos repasses deverão ser destinados diretamente a povos indígenas e comunidades tradicionais, que também participam do desenho do mecanismo.

 

O funcionamento se baseia em um fundo de investimento. Estão previstos aportes iniciais de cerca de US$ 25 bilhões por parte de governos soberanos e entidades públicas, que deverão alavancar outros US$ 100 bilhões do setor privado. O capital será aplicado em ativos de renda fixa de longo prazo, e os rendimentos desses investimentos servirão para remunerar os países que comprovarem a proteção de suas florestas. A expectativa é de desembolsar aproximadamente US$ 4 bilhões por ano entre os beneficiários.

 

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O Brasil já se comprometeu com um aporte inicial de US$ 1 bilhão e lidera a articulação junto a outros países tropicais, como Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia. Do lado dos investidores, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega e Emirados Árabes Unidos estão entre os países que demonstraram interesse. Para o Brasil, a iniciativa reforça a meta de desmatamento zero e pode fortalecer políticas internas já existentes, como o pagamento por serviços ambientais, programas de restauração e iniciativas da bioeconomia.

 

 

Apesar da ambição, o fundo traz desafios significativos. Entre os principais pontos de atenção estão a definição clara dos critérios de penalidade por desmatamento, a governança do mecanismo, a fiscalização independente e o risco de dependência externa por parte dos países beneficiários. Também pesam a necessidade de garantir que os recursos cheguem de fato às comunidades locais, o desafio de compatibilizar o fundo com as políticas nacionais e a complexidade do monitoramento em larga escala, que pode se tornar oneroso e burocrático.

 

 

Se bem implementado, o TFFF pode gerar impactos transformadores: reduzir o desmatamento, diminuir emissões de gases de efeito estufa, proteger a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos, fortalecer o protagonismo de povos indígenas e comunidades tradicionais e reposicionar o fluxo global de financiamento climático em direção à conservação das florestas tropicais.

 

 
 
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Fotos: Reprodução/Google

 

O lançamento previsto para a COP30, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre simboliza a aposta do governo Lula em uma diplomacia climática ousada, que busca não apenas reafirmar o papel do Brasil como guardião da Amazônia, mas também garantir que os países tropicais sejam reconhecidos e remunerados pelo papel essencial que suas florestas desempenham na regulação climática do planeta.
 

 

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