21 de Abril de 2026

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Política - 10/02/2024

"Plano B": vídeo mostra bastidores de trama para sabotar as eleições

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Foto: Reprodução/Google

Vídeo liberado pelo Supremo revela reunião em que Bolsonaro cobra de integrantes do governo um "plano B" contra o TSE

Um vídeo apreendido na casa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República, mostra que o ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes do governo tramaram para inviabilizar as eleições de 2022, com temor de serem derrotados pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva.

 

As imagens revelam uma reunião, em 5 de julho de 2022, na qual Bolsonaro aparece nervoso, proferindo palavras de baixo calão e fazendo acusações gravíssimas a ministros do STF e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O sigilo do vídeo foi levantando, na sexta-feira, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No encontro, o ex-chefe do Planalto admite a possibilidade de perder o pleito e fala em "plano B", caso isso acontecesse.

 

"Se a gente reagir depois das eleições, vai ter um caos no Brasil, vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira. Alguém tem dúvida que a esquerda, como está indo, vai ganhar as eleições?", disparou Bolsonaro. "Só pra gente prestar atenção. (...) A fotografia que pintar no dia 2 de outubro acabou, p*! Quer mais claro do que isso? Nós estamos fazendo a coisa certa, mas o plano B tem que botar em prática agora."

 

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O então presidente reagia a uma declaração do ministro Edson Fachin, à época presidente do TSE. O magistrado dizia que as auditorias em curso sobre o sistema eleitoral não eram instrumentos para rejeitar o resultado das urnas eletrônicas.Depois, o ex-chefe do Executivo voltou a falar das eleições por diversas vezes. Em um dos trechos, frisou aos ministros que eles não poderiam deixar "acontecer o que está pintado".

 

"Nós não podemos, pessoal, deixar chegar as eleições e acontecer o que está pintado, está pintado. Eu parei de falar em voto imp.. (ele não termina de dizer impresso) e eleições há umas três semanas. Vocês estão vendo agora que... eu acho que chegaram à conclusão. A gente vai ter que fazer alguma coisa antes."Em seguida, cobrou ações de seus ministros:

 

"Vamos esperar o quê? Alguém tem dúvida do que vai acontecer no dia 2 de outubro? Qual resultado que vai estar às 22h na televisão? Alguém tem dúvida disso? Aí a gente vai ter que entrar com um recurso no Supremo Tribunal Federal... Vai pra p* que o pariu, p*. Ninguém quer virar a mesa, ninguém quer dar o golpe... Ninguém quer botar a tropa na rua, fechar isso, fechar aquilo... Nós estamos vendo o que está acontecendo. Vamos esperar o quê?".

 

 

 

Entre os participantes da reunião estavam os então ministros da Justiça, Anderson Torres; do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; e da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; além do ex-ministro da Casa Civil e vice na chapa de Bolsonaro à reeleição, Braga Netto. Todos eles foram alvo da Operação Tempus Veritatis (Hora da verdade, em latim), deflagrada na quinta-feira pela Polícia Federal.De acordo com a investigação, foi montada uma organização criminosa, com seis núcleos (desinformação, incitação aos militares, jurídico, operacional, inteligência paralela e núcleo de oficiais de alta patente) para atuar em uma tentativa de golpe de Estado e manter Bolsonaro no poder. Também teria sido elaborada uma minuta golpista que previa a prisão de Moraes.

 

Segundo fontes, a câmera que filmou a reunião estava atrás de um vidro com película, e a probabilidade é de que os ministros não sabiam que estavam sendo gravados.Os investigadores da PF também apuram se Mauro Cid gravou a reunião por conta própria ou se o fez com o consentimento de Bolsonaro. Ainda há a hipótese de que tenha sido registrada como "documentação histórica" para os golpistas.

 

Forças Armadas

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

No encontro, o ex-presidente afirmou que a Justiça Eleitoral errou ao convidar as Forças Armadas para integrar a Comissão de Transparência das Eleições, pois a decisão, segundo ele, o beneficiava."O TSE cometeu um erro quando convidou as Forças Armadas para participar da Comissão de Transparência Eleitoral. Cometeu um erro. Eles erraram. Para nós, foi excelente. Eles se esqueceram que sou o chefe supremo das Forças Armadas?", ironizou.

 

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Em 2021, as Forças Armadas e outras entidades foram incluídas pelo TSE na Comissão de Transparência. O grupo foi criado com o objetivo de ampliar a lisura e a segurança de todas as etapas de preparação e realização do pleito.Na mesma reunião, o então ministro da Defesa e general da reserva do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, admitiu que a finalidade da participação dos militares na comissão era garantir a reeleição de Bolsonaro. 

 

Veja vídeo 

 

 

Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense

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