O criminalista avalia que a PGR ignorou 'os esclarecimentos precisos e claros do general Braga Netto'
O criminalista José Luís Oliveira Lima, que defende o general Braga Netto, declarou na terça, 15, que o procurador-geral da República Paulo Gonet Branco 'preferiu o relato fantasioso do mentiroso delator Mauro Cid'. Oliveira Lima criticou duramente o teor das alegações finais da ação do golpe entregues ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador Paulo Gonet Branco. O criminalista avalia que a PGR ignorou 'os esclarecimentos precisos e claros do general Braga Netto'.
Braga Netto, preso desde dezembro de 2024, foi ministro-chefe da Casa Civil e também da Defesa do governo Bolsonaro. O general é um dos oito réus do denominado 'núcleo crucial' da trama do golpe. O ex-presidente Jair Bolsonaro é apontado como o líder do plano que pretendia mantê-lo à força no poder. "Existem documentos nos autos provando que Mauro Cid mentiu sobre o que ocorreu no encontro na residência do general", afirma Oliveira Lima em referência a uma reunião onde, segundo o delator, o tema central foi o golpe.
"O delator disse que foi falado sobre atos golpistas nesse encontro após ele ter saído, para assessorar o então presidente em uma reunião virtual", sustenta Oliveira Lima. "Mas está provado nos autos que a tal reunião virtual havia ocorrido às 15h e Mauro Cid somente chegou na residência do general Braga Netto com outros dois militares por volta das 16h.
Veja também

Aprovação do presidente Lula cresce após tarifaço de Trump e chega a 49,7%
'Olho por olho, dente por dente?' o que diz a lei de reciprocidade que lula pode usar contra EUA

Foto: Reprodução/Google
"Nas alegações finais, o procurador-geral atribui a Braga Netto os mesmos cinco crimes que imputa a Bolsonaro - tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, cujas penas máximas, somadas, podem chegar a 43 anos de reclusão.A Procuradoria voltou a afirmar que o general Braga Netto atuou de forma "incisiva para garantir o êxito da empreitada golpista coordenando as ações mais violentas da organização criminosa e capitaneando iniciativas para pressionar o Alto Comando do Exército".
Segundo a PGR, Braga Netto foi responsável pelo monitoramento de autoridades que eram consideradas 'adversárias políticas' do governo, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal - relator da ação penal contra todos os 8 réus envolvidos no suposto núcleo crucial do golpe.
O defensor de Braga Netto considera que a delação de Mauro Cid não se sustenta em pé. Por sua insistência, o ministro Alexandre de Moraes, mandou fazer acareação entre o delator e o general.
Fonte: com informações Correio Braziliense
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.