03 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Economia - 16/05/2024

Petrobras sofre queda de R$ 34 bilhões em valor de mercado com demissão de Jean Paul Prates

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Mercado não gostou da notícia de que o presidente Lula demitiu Jean Paul Prates do comando da companhia e as ações despencam mais de 6%.

Em um movimento inesperado, a Petrobras viu seu valor de mercado despencar R$ 34 bilhões na quarta-feira, 15, após a demissão de Jean Paul Prates da presidência da companhia. A petroleira encerrou o pregão com um valor de mercado de R$ 509 bilhões, uma queda significativa em comparação aos R$ 543 bilhões do dia anterior.

 

A decisão de desligar Prates foi tomada pessoalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite de terça-feira, 14,. Este afastamento ocorre em meio a uma série de controvérsias relacionadas à distribuição de dividendos da Petrobras.

 

Segundo Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta Consultoria, o montante perdido pela Petrobras equivale ao valor total das ações da Hapvida. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3), que dão direito a voto, caíram 6,78%, enquanto as ações preferenciais (PETR4), que têm prioridade no recebimento de dividendos, registraram uma queda de 6,04%.

 

Veja também

 

Contribuintes com débitos de ISS serão enquadrados a Regime Especial de emissão de NFS-e

Enchentes no Rio Grande do Sul Devastam Produção Automotiva no Brasil 

 

 

A demissão de Prates, conforme o blog de Natuza Nery, estava sendo considerada há algum tempo pelo presidente Lula devido a constantes desentendimentos entre Prates e o governo federal, o principal acionista da empresa. A gota d'água foi a polêmica sobre a distribuição de dividendos extraordinários, na qual Prates contrariou a orientação governamental de reter os dividendos e se absteve na votação.

 

Prates, que vinha enfrentando dificuldades de relacionamento com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, há bastante tempo, afirmou que respeita a decisão, mas mencionou que a medida foi resultado de "intriga palaciana".

 

O conselho de administração da Petrobras aprovou o encerramento antecipado do mandato de Prates e nomeou Clarice Copetti, diretora-executiva de assuntos corporativos, como presidente interina. Além disso, o então diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Sergio Caetano Leite, também foi destituído, sendo substituído interinamente por Carlos Alberto Rechelo Neto, atual gerente executivo de finanças.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A notícia pegou o mercado de surpresa. Frederico Nobre, chefe de análises da Warren Investimentos, considera a substituição negativa, destacando que Prates tinha um perfil equilibrado e bom relacionamento tanto com o mercado quanto com o governo. Ele expressou preocupação com a falta de credibilidade e segurança que a mudança pode trazer.

 

Por outro lado, Phil Soares, chefe de análise de ações da Órama, vê a indicação de Magda Chambriard como positiva, ressaltando sua excelente formação técnica e carreira bem-sucedida, ainda que a demissão de Prates traga um impacto negativo moderado às ações.

 

Analistas do BTG Pactual, em relatório a clientes, descreveram a mudança repentina como "surpreendente" e negativa, prevendo que os investidores começariam a precificar maiores riscos de interferência política na empresa.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

A demissão de Jean Paul Prates sinaliza uma fase de incerteza para a Petrobras, com impactos significativos nas suas ações e questionamentos sobre a influência governamental na gestão da empresa.

 

Fonte: com informações do G1

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.