23 de Abril de 2026

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Política - 26/08/2022

'Ordem absurda não se cumpre', diz Bolsonaro sobre veto de Moraes

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Foto: Reprodução

Há "viés político da campanha, conforme se extrai de vários trechos das peças publicitarias", na opinião do ministro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de proibir a vinculação da campanha publicitária do governo federal sobre os 200 anos da Independência do Brasil . "Ordem absurda não se cumpre", disse o presidente nesta sexta-feira (26). O slogan da campanha seria "o futuro escrito em verde e amarelo".

 

"Nós vamos desfilar de verde e amarelo, são as cores da nossa bandeira. 200 anos de independência, vai marcar uma liberdade para nós, as cores da liberdade", disse o mandatário no programa Pânico, da rádio Jovem Pan.

 

Segundo Moraes, "não ficou comprovada a urgência que a campanha demanda, para fins de divulgação durante o período crítico da campanha", apesar de reconhecer a "inegável importância histórica da data, em especial para comemorações".

 

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A propaganda contém trechos como:

 

“Brasil. A nação de um povo heroico".

 

"Somos, ha? 200 anos, brasileiros livres graças a? coragem constante".

 

"Porque a mesma coragem de Dom Pedro existe ainda hoje em milhões de Pedros Brasil afora".

 

"A mesma bravura de Maria Quitéria existe em Marias empreendedoras por todo o País. Somos uma nação independente, que esta? escrevendo um futuro melhor. 200 anos de Independência do Brasil".

 

Há "viés político da campanha, conforme se extrai de vários trechos das peças publicitarias", na opinião do ministro.

 
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"Ordem absurda não se cumpre", disse o Bolsonaro na entrevista desta sexta-feira. Ele não entrou mais em detalhes sobre a peça publicitária e voltou a convocar a população para os atos 7 de Setembro.

 

"Trata-se de slogans e dizeres com plena alusão a pretendentes de determinados cargos públicos, com especial ênfase às cores que reconhecidamente trazem consigo símbolo de uma ideologia política, o que é vedado pela Lei eleitoral, em evidente prestígio à paridade de armas", escreveu Alexandre de Moraes.

 

Fonte: Portal G1 

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