Deputada federal é pré-candidata à prefeitura de São Paulo criticou a greve do transporte em São Paulo e afirmou ser contra a privatização da SabespA deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) é crítica da polarização nas eleições para prefeito de São Paulo. Diz que há uma tentativa de seus 2 principais oponentes limitarem o debate político na capital. Na sua avaliação, a principal consequência é que a capital paulista está se tornando um abismo entre o centro –rico e com oportunidades– e a periferia, onde tudo falta.
“São Paulo está profundamente dividida. A gente foca na polarização ideológica da esquerda com a direita. Mas tem uma polarização entre a São Paulo do centro, com shows, oportunidades, cursos, universidades, e uma São Paulo onde eu nasci, tomada pela desesperança, que não chega ao centro, sofre com o desemprego, o despejo, as chuvas“, disse em entrevista ao Poder360.
Tabata classificou o prefeito Ricardo Nunes (MDB) como um político “pequeno“, que não entende o que significa governar a maior cidade do país. Já o deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), disse que é uma pessoa avessa ao diálogo e que faz uso político de greves, como a que foi realizada nessa 3ª feira (27.nov.2023).
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“É uma irresponsabilidade você atrapalhar a população como está se atrapalhando hoje. Ninguém consegue ir ao médico, ao trabalho ou estudar porque você quer fazer oposição política? É irresponsável e grave. Protesto tem o seu lugar, mas quando você é deputado, você tem que ir lá e mudar a lei“, disse.
Ainda no tema, disse ser contra privatizar a Sabesp, uma das principais metas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Para ela, traria mais prejuízos que melhoras para a população paulista.”A Sabesp toda a noite corta água na periferia. Se privatizar, isso vai ser resolvido? É claro que não“, disse.
Ainda assim, criticou quem usa dessa pauta para atacar o governo. “Não querem fazer o diálogo focado na população, na qualidade do serviço que, para mim, é o que importa. Mas estão banalizando um instrumento tão importante como é o da greve porque querem dizer que são contra o governador Tarcísio. A eleição já passou“, disse. Ela afirmou que mantém diálogo tanto com o governo estadual, de direita, quanto com o federal, de esquerda.
Tabata tem 30 anos e está em seu segundo mandato como deputada federal por São Paulo. É formada em ciência política e astrofísica pela universidade Harvard, nos Estados Unidos. Nascida na periferia, diz que vê os problemas da cidade de maneira prática, e não teórica, como diz que seus oponentes fazem.Questionada sobre cada um deles, não titubeou ao dar definições. Nunes, para ela, não entende a grandeza do cargo que ocupa. “É pequeno”, diz. Guilherme Boulos, por outro lado, é avesso ao diálogo. “Acha que seu ponto de vista é o mais bonito de todos”.
“Eu venho de um lugar muito concreto e muito real para me permitir ficar nessas coisas etéreas e nesse joguinho. Arranjo político prejudica demais a população, assim como falta de diálogo. O que me diferencia é a minha história. Por vir de onde eu venho, olho para as coisas com concretude“, disse.
Tabata minimizou o fato de não ter, até o momento, apoio de outros partidos para a sua candidatura. Diz que até as convenções partidárias, no meio do ano que vem, terá crescido nas intenções de votos. E isso vai atrair apoios. Pesquisa DataFolha de agosto mostra a deputada com 11% das intenções de votos. Boulos tem 32% e Nunes 24%.
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Fotos: Reprodução/Google
“Quem vai dizer o que quer da eleição do ano que vem e o que faz sentido é a população de São Paulo, não o presidente do partido que está em Brasília (…) Na hora que o povo sinalizar, como já sinaliza em pesquisas, que quer mudança concreta, que a cidade não está boa do jeito que está, que está cansado da polarização, os próprios partidos políticos vão se sentir compelidos a falar: ‘tudo bem, não vamos bater de frente com o povo“, disse.Tabata avalia que, uma vez que ela cresça nas pesquisas de intenção de votos, outros partidos serão pressionados a apoiar sua candidatura.
Fonte: com informações Carta Capital
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