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Diversidade - 20/10/2023

'Não sentia nem coceguinha': elas contam como se descobriram assexuais

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Foto: Reprodução Google

Parte da sigla LGBTQIAPN+, a assexualidade define a ausência total, parcial ou condicional da atração sexual

Desde que começou a ser usada como nomenclatura oficial em 2008, a sigla LGBT passou por mudanças e ganhou novas variações para que se tornasse mais inclusiva. Uma delas foi a adição da letra "A" para se referir às pessoas "assexuais" . De modo geral, uma pessoa assexual sente pouca ou nenhuma atração sexual por outras pessoas. Ou ainda, sente atração sexual mas dentro de determinada condição ou circunstância.

 

"Ser assexual não significa que essa pessoa não transa, não significa que ela não tem tesão, não significa que ela não se excita... Mas é mais difícil ela ter esse ímpeto de buscar alguma coisa. Os assexuais costumam brincar: 'Eu prefiro comer um bolo gostoso [do que transar]', 'Eu sinto mais prazer fazendo outra coisa'", comenta a terapeuta sexual Dani Fontinele.

 

Dessa forma, qualquer pessoa que não se identifique como parte da comunidade assexual é chamado de "alossexual". O prefixo "alo" deriva do grego antigo "állos", que significa "outro". O que diferencia os assexuais e os alossexuais não é a prática sexual, mas sim a forma como cada grupo sente atração.

 

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Apesar de o termo ter se tornado mais conhecido recentemente, os assexuais sempre fizeram parte dos grupos de diversidade sexual. Podemos dizer que a assexualidade é um espectro, ou em outra palavras, um termo "guarda-chuva", que abriga outras formas de identificação. Segundo o Coletivo Abrace, formado por pessoas assexuais, são elas:

 

Assexual estrito: que não sente nenhuma atração sexual;
Demissexual: que pode sentir atração sexual por outra pessoa desde que haja um vínculo afetivo;
Grayssexual: que a atração sexual pode existir de forma rara ou em situações específicas;
Assexual Fluido: que transita pelas outras identidades ocasionalmente, ou seja, ora pode se sentir como assexual estrito, ora demissexual ou grayssexual.

 

"A assexualidade é uma orientação sexual e, assim como as outras, ela é autodeclarada. Ninguém pode chegar na pessoa e falar que ela é assexual. Por exemplo, um homem não pode chegar para a mulher e falar: 'Toda hora eu quero transar com você e você nunca quer, você é assexual!'", pontua a sexóloga.

 

Ser assexual não é não gostar de sexo

 

 

"Quando alguém simplesmente fala 'Não gosto de sexo', normalmente é 'Não gosto da sensação', 'Não achei legal', 'Não é do meu interesse'. Mas quando a gente se coloca como assexual, vai muito além de gostar ou não de fazer alguma coisa. A gente parte do princípio da atração, é aí que está a diferença. Eu posso não gostar, mas se eu sinto atração por uma pessoa, isso não me faz assexual", diz a designer gráfico Alicia Camelo, de 23 anos. Ao iG , ela conta que se identifica como assexual estrita há cerca de três anos.

 

Fotos: Reprodução

 

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"Eu pensava: 'Nossa, eu nunca fiz nada... Olha os meus amigos, fizeram várias coisas. Mas eu também não tenho interesse em procurar uma pessoa para fazer alguma coisa...'", comenta. "Antes de eu me descobrir, as pessoas já falavam sobre demissexualidade, e aí eu lembrei desse termo e fui pesquisar". Alicia encontrou informações e apoio em comunidades pela internet.

 

Fonte: com informações do Portal iG 

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