Presidente desembarcou na capital gaúcha com ministros e líderes dos três poderes para simbolizar união do país em torno do socorro e da reconstrução do Rio Grande do Sul
“Não haverá impedimento da burocracia para que a gente recupere a grandiosidade desse Estado”. Com essas palavras, no domingo, 5/5, em Porto Alegre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resumiu a importância da atuação conjunta entre Executivo, Legislativo e Judiciário em torno do socorro ao Rio Grande do Sul, medida ressaltada pela força da comitiva que desembarcou na capital gaúcha.
O presidente chegou ao estado acompanhado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco; do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira; do presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas; do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, além de 13 ministros, que se juntaram a Paulo Pimenta (Secom) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional). Os dois últimos estão na capital gaúcha desde sábado para coordenar e integrar as ações Governo Federal em parceria com estado e municípios.
“É preciso a gente ter uma combinação perfeita entre Governo Federal, Legislativo, Tribunal de Contas, Ministério Público, porque cada centavo que for colocado para combater uma coisa dessas tem que ser aplicado naquilo que foi planejado”, destacou Lula, após um sobrevoo sobre a região de Canoas, uma das mais afetadas, e sobre Porto Alegre.
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ESTRADAS – Ao se dirigir a Eduardo Leite, o presidente afirmou que o Governo Federal apoiará a reconstrução e recuperação de estradas gaúchas, e não apenas no âmbito das rodovias federais. “Eu sei que tem muitas estradas estaduais que estão com problema. Eu quero te dizer que não fique preocupado, porque o Governo Federal, por meio do Ministério do Transporte, vai ajudar você a recuperar também as estradas estaduais”, assegurou Lula, ciente do desafio financeiro do estado num contexto em que há 336 municípios afetados diretamente (67,6% dos 497 do Rio Grande do Sul)
Lula também se manifestou sobre a situação das casas destruídas pelas enchentes. “Na reconstrução a gente não pode permitir que as pessoas reconstruam no mesmo local que tinha casas que caíram. É preciso que prefeituras, estado e União localizem terrenos de maior tranquilidade para as pessoas poderem reconstruir o seu ninho”. Lula também afirmou que a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, está “compromissada a apresentar um plano de prevenção de acidentes climáticos”.
BALANÇO – Segundo o último balanço divulgado pelo Governo do Rio Grande do Sul, às 12h deste domingo, mais de 780 mil pessoas foram afetadas diretamente pelas chuvas, das quais 88.395 estão desalojadas e outras 16.600 encontram-se em abrigos. O estado registra 77 mortes e outras quatro estão em investigação, além de 155 feridos e 108 desaparecidos, com 2.495 solicitações de resgate e 214 pontos de bloqueios de vias.
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CENÁRIO DE GUERRA – Ao detalhar os danos em várias frentes causados pela chuva, o governador Eduardo Leite foi categórico: “É muito importante que todos saiam daqui alinhados com essa compreensão (da amplitude da tragédia), porque é cenário de guerra e vai exigir medidas de pós-guerra”. Leite deixou claro que a prioridade segue orientada no esforço de salvar vidas, mas aproveitou a reunião para adiantar que o Rio Grande do Sul precisará de um amplo processo de reconstrução para o restabelecimento de diversos setores.
“Esse cenário de guerra e pós-guerra vai exigir medidas extraordinárias. Quero agradecer a todos os ministros. Estão nos dando assistência e vão nos dar assistência nos abrigos, benefícios extraordinários para a população em situação de pobreza que foi atingida, cofinanciamento da assistência social, custeio em saúde extraordinário que vai ser demandado, e, depois, no restabelecimento e desobstrução das vias”, enumerou.
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Fotos: Reprodução Google
“O Exército e Forças Armadas são muito importantes. Maquinários e equipamentos vão ter que ser mobilizados, restabelecimento dos serviços essenciais, limpeza das casas, remoção de escombros, desmontagem das edificações e estruturas comprometidas. A gente vai precisar de uma varredura com engenheiros e técnicos para ver o que se aproveita, o que não se aproveita, o que está em segurança, o que não está, antes das pessoas reocuparem as localidades”, prosseguiu Leite, lembrando que há quase 400 mil pontos sem energia no estado e um milhão de unidades consumidoras sem água.
Fonte: com informações do Portal Gov
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