22 de Junho de 2026

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Eleições 2022 - 10/08/2022

Na última sessão plenária, Fachin agradece oportunidade de servir na condução da justiça eleitoral e em prol da democracia

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Foto: © Antonio Augusto/secom/TSE

No dia 16, Alexandre de Moraes toma posse na presidência da Corte

“A democracia se verga, mas não se dobra, e nem quebra com as fake news”. Foi com essa mensagem que o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, encerrou a última sessão de julgamento na gestão à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fachin deixa a Corte na próxima semana e será sucedido pelo ministro Alexandre de Moraes, que assume o cargo no dia 16 de agosto.

 

Edson Fachin agradeceu a oportunidade de servir à República na condução da Justiça Eleitoral ao longo dos últimos 175 dias. Segundo ele, os afazeres da Corte foram sempre direcionados à busca por paz e segurança nas Eleições Gerais de 2022, cujo caminho foi pautado pelo diálogo, pela estruturação do combate à desinformação e pela eficiência na gestão do processo eleitoral, “impulsionando a Justiça Eleitoral à defesa intransigente, peremptória e impávida da democracia”.

 

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O presidente da Corte Eleitoral reconheceu enfaticamente os esforços dos colegas ministros, do Ministério Público Eleitoral, dos servidores e dos colaboradores da Justiça Eleitoral, que se dedicaram em dividir a missão de aperfeiçoar o processo das eleições nas diversas funções.

 

“Na condição de presidente do TSE, saio com duas certezas inabaláveis: a primeira delas é que a democracia é inabalável às fake news, e que o povo brasileiro elegerá, com paz, segurança e transparência, um presidente da República. A segunda é que Helena Kolody tinha razão ao dizer que quem pinta estrelas no muro tem o céu ao alcance das mãos. Quem defende a democracia a toca diariamente e vive num país melhor”, afirmou.

 

Combate à desinformação e diálogo institucional

 

 

Reafirmando que “a Justiça Eleitoral está inteiramente irmanada na defesa da democracia” e preocupada com o diálogo institucional entre os diversos atores do país, o ministro recordou que o Tribunal realizou inúmeras reuniões para a ampliação do fortalecimento democrático.

 

Na gestão de Fachin, a JE se fez presente em interlocuções com a integralidade dos partidos políticos nacionais, bem como promoveu pactos políticos-institucionais de cooperação no âmbito do Programa de Enfrentamento à Desinformação. Desde agosto de 2019, foram assinados 159 termos de cooperação entre a Justiça Eleitoral e a sociedade civil, sendo 77 deles apenas nos últimos seis meses. 

 

 

Além de partidos políticos, foram firmados termos de cooperação com o Senado Federal, a Câmara dos Deputados, o Supremo Tribunal Federal (STF), universidades, institutos de classe, institutos temáticos e plataformas digitais, além de várias agências de checagem, entre outros. O ministro mencionou ainda o trabalho conjunto com a Procuradoria-Geral Eleitoral para desencorajar a disseminação da desinformação a partir da judicialização de casos envolvendo ilícitos eleitorais, fornecendo informações corretas a toda a população.

 

Atuação internacional e apoio à diversidade 

 

 

No campo internacional, Fachin ressaltou que a Corte ampliou o diálogo com a comunidade estrangeira. Foi operacionalizado o envio de missões brasileiras e presidenciais da Colômbia, assim como nos pleitos presidenciais da Costa Rica e da França. Em contrapartida, o programa de Missões Internacionais de Observação Eleitoral no Brasil foi aprimorado, para receber vários organismos e centros especializados relevantes para atuar como observadores das Eleições 2022.

 

O Tribunal também implementou ações na área da inclusão e da diversidade, sobretudo em relação a questões voltadas a gênero, raça e acessibilidade. Assim, foi criada a Assessoria de Inclusão e Diversidade, com a finalidade de planejar, executar e acompanhar as ações promovidas pelo TSE relacionadas à temática; realizada audiência pública sobre o assunto; e criada a Comissão de Promoção da Participação Indígena no Processo Eleitoral.

 

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Com a posse de Moraes, a vice-presidência do TSE será ocupada pelo

ministro Ricardo Lewandowski ( Fotos: Reprodução)

 

 Nesses quase seis meses de gestão, segundo Fachin, a Ouvidoria do TSE promoveu um serviço que auxiliará futuras iniciativas tanto para servidores da JE quanto para a sociedade. Ele enfatizou que a unidade se debruçou sobre a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no âmbito da Justiça Eleitoral, e se tornou “o porto seguro para que toda a população brasileira possa se comunicar diretamente com este Tribunal”, sendo registrados mais de 32 mil atendimentos pela equipe neste período.

 

O presidente da Corte Eleitoral ainda destacou a importância da equipe de comunicação do TSE, que, durante a sua gestão, ajudou na divulgação das ações em prol das eleições e divulgou informações com qualidade e clareza.

 

Os trabalhadores da área da saúde do TSE também foram lembrados. O ministro salientou a presteza no trabalho, principalmente no que se refere às ações de prevenção à covid-19, zelando pelo bem-estar de servidores, colaboradores, prestadores de serviços e visitantes.

 

Edson Fachin também fez questão de agradecer e enaltecer o trabalho da Secretaria da Presidência, da Secretaria de Tecnologia da Informação, da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, da Assessoria Internacional, da Assessoria Parlamentar, da Assessoria de Cerimonial da Presidência, da Assessoria de Plenário e da equipe jurisdicional da Presidência.

 

Fonte: Agência Brasil / Site do TSE

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