Vice-presidente adotou tom diferente de Bolsonaro, que evitou defender Milton Ribeiro e defendeu que titular do MEC 'responda por seus atos'
O vice-presidente Hamilton Mourão disse esperar que o avanço das investigações apontem a verdade sobre o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, preso nesta quarta-feira por suspeita de crimes envolvendo a liberação de verbas do MEC para prefeituras. Ele defendeu o ex-ministro, se diferenciando de Bolsonaro, que depois de ter dito em março que "colocava a “cara no fogo” por Ribeiro, hoje defendeu as investigações do ex-auxiliar:
-- Milton é uma boa pessoa e a verdade sobre o caso aparecerá ao longo do processo -- disse Mourão.
O tom difere do adotado pelo presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o titular do Palácio do Planalto defendeu que Ribeiro "responda por seus atos". Em março, Bolsonaro disse que “colocava a cara no fogo” pelo seu então ministro da Educação Milton Ribeiro.
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- O caso do Milton, pelo que eu estou sabendo, é aquela questão que ele estaria com uma conversa meio informal demais com algumas pessoas de confiança dele. E daí houve denúncia que ele teria busca prefeito, gente dele, para negociar, para liberar recursos. O que acontece? Nós afastamos ele. Se tem prisão, é Polícia Federal. É sinal de que a Polícia Federal está agindo. Que ele responda pelos atos dele - disse Bolsonaro.
A Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão nesta quarta contra Milton Ribeiro e os pastores-lobistas Arilton Moura e Gilmar Santos, por suspeitas de crimes na liberação de recursos do Ministério da Educação para prefeituras.

Fotos: Reprodução
A operação foi autorizada pela 15ª Vara Federal do Distrito Federal e apura crimes como corrupção e tráfico de influência durante a gestão de Milton Ribeiro. A investigação teve início no Supremo Tribunal Federal, mas foi enviada à primeira instância depois que Milton deixou o cargo de ministro da Educação do governo Bolsonaro.
No total, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares como a proibição do contato entre os investigados.
Fonte: Portal O Globo
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