Trinta anos depois, os progressos são inegáveis. O número de meninas matriculadas na escola nunca foi tão alto, com avanços expressivos tanto no ensino primário quanto no ensino secundário
Em 1995, líderes mundiais reuniram-se em Pequim para a Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, um marco histórico na luta pela igualdade de gênero. O resultado foi a Plataforma de Ação de Pequim (BPfA) — um compromisso global que colocou as meninas adolescentes no centro da visão por um mundo mais justo, equitativo e sustentável.
Avanços Significativos desde 1995
Trinta anos depois, os progressos são inegáveis. O número de meninas matriculadas na escola nunca foi tão alto, com avanços expressivos tanto no ensino primário quanto no ensino secundário. As taxas globais de casamento infantil diminuíram e a gravidez na adolescência apresentou queda em diversas regiões, graças à ampliação do acesso a serviços de saúde reprodutiva e educação sexual.
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As legislações que protegem meninas e mulheres contra a violência de gênero foram fortalecidas em muitos países. A tecnologia digital emergiu como uma nova aliada, criando espaços para o ativismo juvenil, fortalecimento da voz feminina e novas oportunidades econômicas para meninas em todo o mundo.
Desigualdades Persistem

Apesar dos avanços, os desafios permanecem profundos e, em muitos contextos, agravados. Meninas em zonas de conflito, comunidades marginalizadas ou em situação de pobreza ainda enfrentam grandes obstáculos para acessar educação, saúde e oportunidades de geração de renda. A crise climática e a pandemia de COVID-19 exacerbaram essas desigualdades, resultando em aumento de evasão escolar, maior vulnerabilidade à violência e perda de direitos já conquistados.
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O acesso à tecnologia, embora ofereça novas ferramentas de empoderamento, também expôs meninas a novas ameaças, como o assédio virtual, o discurso de ódio e a exploração online, que muitas vezes ocorrem sem a devida proteção legal ou acompanhamento psicológico.

Ao completar 30 anos, a Plataforma de Ação de Pequim nos convoca a renovar os compromissos assumidos em 1995. O caminho à frente exige políticas públicas que desmantelam as barreiras estruturais que limitam o pleno desenvolvimento das meninas, especialmente aquelas mais vulneráveis.
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É urgente promover e garantir a liderança das adolescentes, assegurando que suas vozes sejam ouvidas em todos os espaços de decisão — da escola ao parlamento, da comunidade à internet. Investimentos em projetos multissetoriais, que abordem simultaneamente educação, saúde, proteção social, segurança e capacitação econômica, serão essenciais. Além disso, é necessário que tais iniciativas sejam escaláveis, inclusivas e sensíveis às realidades locais.
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Fotos: Reprodução/Google
A conquista da igualdade de gênero passa por garantir que todas as meninas — independentemente de origem, etnia, localidade ou condição social — tenham acesso a ferramentas, direitos e oportunidades para prosperar nos próximos 30 anos e além. A Plataforma de Pequim continua a ser um farol para os direitos das mulheres e meninas. A nós cabe manter sua luz acesa, com ações concretas, lideranças femininas fortalecidas e justiça de gênero como prioridade inegociável.
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