Lula recebe conselho crucial
Os conselheiros internacionais e políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão enfatizando a necessidade de uma postura cautelosa em relação ao conflito entre Israel e Irã.
Eles argumentam que, no ano passado, ao tentar mediar os conflitos entre Ucrânia e Rússia, bem como entre Israel e Hamas, o presidente, apesar de suas boas intenções, acabou gerando desgaste.
Esse desgaste foi explorado na política interna do Brasil e contribuiu para a rejeição do eleitorado evangélico ao presidente petista.
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Foto: Evaristo Sá/AFP
Portanto, a recomendação é que as declarações sobre o assunto sejam deixadas a cargo da diplomacia brasileira, e que, se questionado, Lula adote discursos mais genéricos, como a defesa de um entendimento para evitar a escalada do conflito.
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que é hora de priorizar a agenda doméstica e evitar que posicionamentos internacionais ofusquem as conquistas do governo.
Nesta segunda-feira, 15/04, por exemplo, o presidente deve concentrar seus esforços no pacote de reforma agrária, enquanto as discussões internacionais devem se concentrar nas eleições na Venezuela.
Em uma nota emitida no final de sábado, 13/04, o Palácio do Itamaraty expressou grave preocupação com os relatos de envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel.
O governo brasileiro tem alertado sobre o potencial destrutivo do agravamento das hostilidades no Oriente Médio desde o início do conflito na Faixa de Gaza, em referência à ofensiva militar israelense desencadeada após os ataques do Hamas, em outubro de 2023.
Fonte: com informações da CNN Brasil
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