21 de Abril de 2026

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Política - 28/04/2024

"Lula luta pelo Brasil forte na cena global", diz embaixadora do Reino Unido no Brasil

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Foto: Reprodução/Google

Em entrevista ao Podcast do Correio, Stephanie Al-Qaq aponta que a nação brasileira é uma voz muito importante no cenário internacional

Para a embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq, a nação brasileira é uma voz muito importante no cenário internacional, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o grande líder do sul global. Em entrevista ao Podcast do Correio, ela é suficientemente cautelosa para não se envolver na polarização entre o atual governo e o anterior, mas entende que a presidência de Jair Bolsonaro tinha uma visão menos mundial e mais doméstica.

 

Stephanie adianta que o Reino Unido apoia os planos ambientais brasileiros. Segundo ela, o Brasil é um ambiente de negócios atraente e o Reino Unido pode ocupar o espaço deixado pela dificuldade de Mercosul e União Europeia fecharem o acordo de livre comércio que há anos se arrasta.Esta não é a sua primeira missão no Brasil. Entre a primeira estada e a atual, que diferenças percebe, sobretudo com a atual polarização?

 

Essa radicalização se vive em todos os países. Democracias como as do Reino Unido, do Brasil, da África do Sul, da Índia, estão enfrentando ameaças que vêm de dentro e precisamos fazer um esforço muito maior para protegê-las. Vemos a proliferação da desinformação e de fake news nas eleições e precisamos enfrentar isso. Não é só a democracia. São os valores democráticos que brasileiros e britânicos estão acostumados. Não queremos enfrentar esse tipo de risco para os direitos humanos.

 

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O Reino Unido tem uma nova lei para regular as redes, certo?

 

 

É a Online Safety Act para proteger as pessoas on-line. Foi aprovada no ano passado e enfrenta as ameaças dos extremistas que ameaçam nossos cidadãos e a democracia. Estamos trabalhando com o Brasil nesse assunto. Estive com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, e temos um projeto junto com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) sobre o desenvolvimento da política de segurança on-line. Temos que trabalhar duro para enfrentar esses desafios.

 

Que experiências dessa nova lei podem servir ao Brasil?A discordância, a crítica, é algo normal na democracia, mas usar as redes sociais para incitar a violência, o ódio, a discriminação, não é. O que passar essa linha e colocar nossos cidadãos e crianças em risco, vamos fechar. Estamos trabalhando com empresas e com o setor social para enfrentar esse desafio. Também estamos trabalhando com o governo brasileiro para compartilhar nossos conhecimentos. Na inteligência artificial (IA), acredito que Brasil e Reino Unido podem ter um papel positivo na discussão.

 

No Reino Unido, a liberdade de expressão tem limites?Tem. Se você está usando esse espaço de fala livre, não pode usá-lo para incitar a violência, a discriminação, o ódio. Sofremos vários ataques terroristas no passado e não podemos dar espaço para as pessoas incitarem a violência contra nossos cidadãos, dentro ou fora do Reino Unido. Então, tem limites, sim.

 

Alguns por aqui diriam que isso é censura...

 

 

Extremistas estão dizendo que é censura, mas não estamos falando de críticas, de desafios — essas coisas são normais. No Reino Unido, pessoas jogam ovos e gritam contra os ministros. Estamos abertos, mas não se pode usar para incitar a violência ou outro tipo de crime.E o ambiente de negócios no Brasil? Mudou?No ano passado, quando estive na reunião do primeiro-ministro Rishi Sunak com o presidente Lula, eles disseram que temos que aumentar o comércio entre nossos países.

 

Em 2023 crescemos em 30% entre nós — chegamos a 10,4 bilhões de libras, mais do que com a Rússia e diversos outros países. Estive em uma reunião na Casa Civil e, para nós, o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o de transição energética têm um interesse enorme. Trabalhamos todos os dias para melhorar o ambiente de negócios, mas precisamos melhorar muita coisa. O Brasil não é para iniciantes, mas na cúpula de líderes (do G20, em novembro, no Rio de Janeiro), espero que o primeiro-ministro venha.

 

Os últimos grandes investimentos do Reino Unido no Brasil fazem muito tempo. Que oportunidades os britânicos veem aqui hoje?

 

Fotos: Reprodução/Google

 
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Não faz tanto tempo assim. Estamos muito presentes nas áreas de mineração, de energia, na saúde. Sem nossa parceria com o Brasil na área de covid-19, jamais conseguiríamos desenvolver a vacina da AstraZeneca com a Fundação Oswaldo Cruz. A farmacêutica GSK fornece medicamentos para várias áreas e temos universidades fazendo pesquisa para o tratamento de câncer. Nossos cientistas desenvolveram uma vacina contra a malária. Muitas vezes, olham só para os grandes projetos de infraestrutura, mas meu trabalho aqui é trabalhar nas áreas onde temos interesses comuns — como saúde, clima e transição energética. 

 

Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense

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