Embaixador Ibrahim Alzeben diz que o presidente brasileiro demonstrou coragem em criticar ação israelense e que sempre mostrou respeito para com o povo palestino
O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, definiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a grande liderança do Sul global, um líder “excepcional e corajoso” na atuação em defesa do povo palestino na guerra entre Israel e o Hamas.
“O Brasil é gigante por si mesmo e o presidente Lula é o líder indiscutível do Sul global, portanto se junta a grandeza do Brasil para assumir um papel importante, não apenas no processo para pôr fim à guerra na Palestina, mas também para resolver muitas tarefas que o mundo precisa, como a questão do meio ambiente. O Brasil é um ator internacional importante e reconhecido e palavras não vão enfraquecer isso”, disse o embaixador.
A declaração de Alzeben ocorreu em uma coletiva na Embaixada do Estado Palestino, em Brasília, nesta terça-feira, 27/02, acompanhado do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil. O embaixador ainda fez questão de reafirmar o agradecimento ao presidente Lula pela defesa do cessar fogo na Faixa de Gaza.
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A declaração de Alzeben ocorreu em uma coletiva na Embaixada do Estado
Palestino, em Brasília, nesta terça-feira, 27/02, acompanhado
do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil
“A postura excepcionalmente corajosa de sua excelência o senhor presidente Luís Inácio Lula da Silva, símbolo e líder do sul global, que apelou, e continua apelando pelo fim da guerra de genocídio e ao estabelecimento da paz para que nossos povos possam viver em paz”, disse o diplomata, que ainda disse que se o Brasil tivesse fronteira com Israel, também seria atacado com está sendo a Líbia e a Síria.
No encontro com os jornalistas o embaixador apresentou aquilo que entende como a insistência dos israelenses em manter a guerra. “Netanyahu quer esta guerra a qualquer preço, inclusive colocando em risco o seu próprio povo, colocando em risco toda a região, colocando em risco inclusive a paz mundial”, disse Alzeben.
Genocídio

Fotos: Reprodução Google
O embaixador reafirmou que a fala do presidente Lula ao comparar o genocídio palestino em Gaza ao Holocausto não é diferente das denúncias de diversos intelectuais e ativista judeus que se opõe a política belicista do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.“A palavra Holocausto foi usada por muitos judeus que criticam a ocupação dos territórios palestinos.
O holocausto é uma prática hedionda que deve ser condenada e nunca esquecida. Sobre Gaza foram dados muitos adjetivos, chacina, castigo o coletivo, tragédia, calamidade pública, genocídio, terra arrasada e até a palavra Holocausto. Independente do termo, o importante é pôr fim ao uso da força para resolver conflitos, porque quando isso acontece nenhuma parte ganha. Os palestinos estão conscientes desta conclusão e já pagamos o preço de todas as guerras, de todos os conflitos. Deus queira que este seja o último genocídio”, disse o embaixador.
"É uma limpeza étnica, deslocamento forçado, genocídio que o governo israelense descreve como legítima defesa. Temos o direito e dever de preservar nossa segurança, cultura, futuro. Nada justifica tamanha tragédia", completou o embaixador.
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Para o diplomata a solução para o encerramento da guerra está nas mãos dos Estados Unidos e de Israel, e só depende do respeito ao direito internacional.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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