30 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 27/08/2025

'Greenwashing': entre a falsa sustentabilidade e os desafios regulatórios de 2025

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Foto: Reprodução/Google

O conceito consolidou-se como uso de estratégias de marketing para simular responsabilidade ambiental, muitas vezes omitindo danos reais.

O termo “greenwashing” foi cunhado em 1986 pelo ecologista Jay Westerveld ao criticar políticas de reutilização de toalhas nos hotéis como manobra de redução de custos, disfarçada de preocupação ambiental. O conceito consolidou-se como uso de estratégias de marketing para simular responsabilidade ambiental, muitas vezes omitindo danos reais.

 

Empresas podem enganar consumidores ao se apresentarem como sustentáveis por meio de:

 

1. Rótulos genéricos sem comprovação, como “ecológico”, “natural”;


2. Declarações desproporcionais, destacando melhorias irrelevantes enquanto ocultam impactos graves;


3. Imagens enganosas, com cores verdes e símbolos da natureza sem substância;


4. Compensações de carbono vagas, sem evidências da redução efetiva das emissões.

 

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Casos Reais (Moda, Energia e Cosméticos)

 

 

 


• Moda: Linhas “eco-friendly” limitadas, enquanto operações principais permanecem insustentáveis.
• Energia: Empresas de combustíveis fósseis divulgam investimentos verdes, mas mantêm o foco nos lucros com petróleo/gás.
• Limpeza/Cosméticos: Troca de ingredientes problemáticos por outros igualmente poluentes é frequente.

 

Impactos do Greenwashing

 


Desinformação: Consumidores acreditam apoiar o meio ambiente sem impacto real.
Concorrência desleal: Empresas autênticas perdem espaço frente a estratégias de fachada.
Prejuízos Reais ao Ambiente: Desvia foco de ações efetivas.

 

Como Ser um Consumidor Crítico

 

 

 


• Pesquise o histórico da marca, relatórios e auditorias.
• Priorize certificações confiáveis (FSC, orgânico, ISO 14001).
• Desconfie de alegações vagas ou não quantificadas.
• Valorize marcas transparentes, que relatam erros e conquistas.

 

Panorama Regulatórios Atual (2025)

 


União Europeia – Diretriz de Empoderamento ao Consumidor (EU 2024/825)
• Entrou em vigor em março de 2024; deve ser transposta até março de 2026 e aplicada a partir de setembro de 2026.
• Proíbe:

 

Alegações genéricas sem fundamentação (“eco”, “climate neutral”);

 

 

 

Compensações de carbono não comprovadas;
Rótulos sem certificação reconhecida.
• Obriga maior clareza sobre durabilidade, reparabilidade e garantias estendidas.

 

Green Claims Directive (Diretiva de Alegações Verdes)

 

• Proposta desde março de 2023; visa exigir verificação científica independente de declarações ambientais (ex.: “30 % plástico reciclado”, “pegada reduzida de X %”.
• Estava em processo de negociações, mas a Comissão Europeia suspendeu ou cogita retirar a proposta devido a pressões políticas e preocupações com burocracia para microempresas.

 

Efeito das Novas Regras

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

• Estudo revela redução de 12% nos casos de greenwashing entre jul. 2023 e jul. 2024 na UE, atribuída às novas normas.
• Contudo, preocupações persistem—como litígios e confusão normativa—além do aparente retrocesso nas propostas mais rigorosas.

 
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Greenwashing continua sendo uma prática comum que engana consumidores e prejudica a sustentabilidade. Na Europa, embora diretrizes já em vigor (EU 2024/825) estejam endurecendo as práticas comerciais, propostas mais ambiciosas como a Green Claims Directive enfrentam obstáculos políticos. O desafio está em construir regulamentação eficaz sem sobrecarregar pequenas empresas.
 

 

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