Uso da pílula anticoncepcional tem diminuído entre mulheres jovens devido aos efeitos colaterais. Especialista defende abordagem mais criteriosa na prescrição do método
Cresce o número de mulheres que tem abandonado o uso da pílula anticoncepcional por conta dos efeitos colaterais do medicamento. Entre as queixas mais comuns estão perda da libido, enxaquecas e, em menor número, alterações de humor.
A queda de popularidade é observada nas redes sociais e se mostra mais frequente entre as mulheres mais jovens, da geração Z e millennials, segundo estudo realizado na Alemanha e Dinamarca, e publicado no Social Science & Medicine. A pesquisa notou que esses grupos costumam se informar sobre saúde pela internet, onde há relatos de outras mulheres que decidiram abandonar a pílula.Os efeitos colaterais, de fato, não devem ser ignorados.
Outra pesquisa, divulgada no JAMA Psychiatry em 2016, apontou que usuárias de contraceptivos hormonais têm maior risco de desenvolver depressão e recorrer a antidepressivos. No caso da pílula combinada, com dois hormônios (estrogênio e progesterona), o número de mulheres que passaram a tomar antidepressivos subiu para 23%.
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Entre adolescentes, esse índice quase dobrou. Para chegar aos resultados, os pesquisadores acompanharam mais de um milhão de mulheres na Dinamarca por 13 anos. No entanto, eles deixaram claro que a pílula talvez não seja a causadora direta da doença, mas observaram que certamente há ligação entre os dois.
Diante dessas informações, vale abandonar o uso da pílula anticoncepcional? Para a ginecologista, sexóloga e colunista da CRESCER, Carolina Ambrogini, os dados do estudo são relevantes e devem ser considerados antes da prescrição do medicamento. No entanto, ela pondera que os impactos de uma gravidez não planejada costumam ser mais preocupantes do que os efeitos colaterais da pílula. “Nenhum método anticoncepcional é isento de riscos”, afirmou.
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Fotos: Reprodução/Google
A especialista também destaca que a decisão sobre o uso da pílula deve levar em conta o perfil da paciente, sua rotina e possíveis predisposições a transtornos psicológicos. “Todo medicamento tem efeitos colaterais. É preciso estar ciente deles e avaliar se a paciente tem histórico de alterações de humor ou depressão para definir o melhor método.
Isso, porém, não impede a prescrição de contraceptivos, porque uma gravidez não planejada traz consequências mais sérias. Esses dados devem ser analisados com cautela. Não se trata de proibir a prescrição de métodos hormonais, mas de adotar critérios mais rigorosos, investigar o histórico da paciente e, caso surjam queixas de alterações de humor, buscar outra alternativa”, explicou Carolina.
Fonte: com informações G1
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