Marielle Franco foi morta a tiros por Ronnie Lessa, em 14 de março de 2018
Em uma revelação chocante, o ex-policial militar Ronnie Lessa confessou ter assassinado a vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) após uma promessa de se tornar um dos líderes de uma nova milícia em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo Lessa, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão lhe ofereceram um loteamento clandestino avaliado em milhões de reais. As declarações fazem parte da delação premiada de Lessa e foram divulgadas pelo programa Fantástico, da TV Globo.
"Era muito dinheiro envolvido. Na época, daria mais de 20 milhões de dólares. A gente não está falando de pouco dinheiro (...) Ninguém recebe uma proposta de dez milhões de dólares simplesmente para matar uma pessoa (...) Então, na verdade, eu não fui contratado para matar Marielle como um assassino de aluguel. Eu fui chamado para uma sociedade", afirmou Lessa em sua delação.
De acordo com um relatório da Polícia Federal, Lessa foi contatado pela primeira vez no “segundo semestre de 2017” pelo sargento reformado da Polícia Militar do RJ, Edmilson Macalé. Macalé apresentou a proposta e garantiu que a recompensa seria uma “grande extensão de terras”.
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Ronnie Lessa diz que matou Marielle por promessa de chefiar nova milícia no Rio. O @showdavida teve acesso, com exclusividade, ao vídeo da delação do matador de aluguel.
— GloboNews (@GloboNews) May 27, 2024
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Em março deste ano, foram presos o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCERJ), Domingos Brazão, o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), e Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio.
Lessa revelou que Marielle Franco estava "atrapalhando os interesses dos irmãos Brazão", especialmente nas comunidades de Jacarepaguá (RJ). Os advogados de Domingos e Chiquinho Brazão negam as acusações e afirmam que não há provas para sustentar a narrativa apresentada por Lessa.
Marielle Franco foi brutalmente assassinada a tiros em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro. A vereadora, que deixava um evento com mulheres negras, foi alvejada com quatro tiros na cabeça. Anderson Gomes, o motorista que a transportava, também foi atingido por três disparos nas costas e faleceu no local.
Esta revelação bombástica lança uma nova luz sobre um dos casos mais emblemáticos de violência política no Brasil, destacando os perigos e a corrupção infiltrados nas estruturas de poder do país.
Fonte: com informações do Corrreio Braziliense
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