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Meio Ambiente - 18/05/2022

'Estamos cada vez mais próximos de uma catástrofe climática', diz António Guterres sobre novo relatório da ONU

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Foto: Reprodução

António Guterres

A Organização Mundial Meteorológica (OMM) divulgou nesta quarta-feira, 18, uma nova edição do relatório "Estado do Clima", que confirma que os últimos sete anos tem sido os mais quentes já registrados no planeta.

 

Em análise do documento, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que o "sistema energético global está quebrado" e, com isso, que estamos "cada vez mais próximos de uma catástrofe climática".

 

Além disso, Guterres disse que o "Estado do Clima" mostra a "triste repetição do fracasso humano em combater os problemas climáticos" com "recordes alarmantes" atingidos em 2021 em várias frentes: aumento do nível do mar, aquecimento dos oceanos, concentração de gases de efeito estufa e acidificação dos oceanos.

 

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ONU alerta para mudanças climáticas: “Cada vez mais próximos de uma  catástrofe”

 

O secretário-geral aponta que os combustíveis fósseis são um caminho sem saída e ressalta, ainda, que a guerra na Ucrânia e seus efeitos sobre o preço da energia é um outro aviso para que o mundo "acorde" para as mudanças climáticas.

 

Dados sobre oceanos

 

COP26: ONU critica gastos com recuperação climática e alerta para " catástrofe": ONU diz que países devem dobrar metas climáticas para evitar “ catástrofe” | Sociedade | EL PAÍS Brasil

 

Em um dos pontos de destaque apresentados pela OMM, os cientistas relatam que os oceanos do planeta inteiro chegaram em 2021 ao maior nível de temperatura e acidez já registrados na história da humanidade.

 

O documento também reafirma - como já dito em outros relatórios climáticos - que há um aumento do nível do mar por conta do derretimento contínuo de camadas de gelo.

 

"Nosso clima está mudando diante de nossos olhos. O calor retido pelos gases de efeito estufa induzidos pela humanidade aquecerá o planeta por muitas gerações", declarou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

 

Uma das maiores geleiras do mundo está derretendo mais rápido do que se  pensava - Gizmodo Brasil

 

Mais carbono na atmosfera


A organização identificou que os níveis de dióxido de carbono e metano na atmosfera ultrapassaram em 2021 o recorde anterior.

 

Na média, apontou o relatório, a temperatura mundial em 2021 foi 1.11ºC mais alta que na era pré-industrial, que líderes e organizações mundiais usam como referência. Pelos principais estudos atuais, caso o mundo alcance a média de 1.5ºC acima da era pré-industrial, os efeitos do aquecimento global se tornam drásticos e eminentes.

 

Concentração de gases do efeito estufa bate recorde em 2020, diz ONU

Fotos: Reprodução

 

A temperatura registrada em 2021 tenha sido ligeiramente mais baixa que a de 2020, o que o estudo relaciona com o esfriamento do Pacífico causado pelo fenômeno La Niña. Ainda assim, o ano passado entrou na lista dos sete anos mais quentes já registrados pela humanidade.

 

As mudanças já são visíveis em todos os continentes, e o relatório cita como exemplo ondas de calor extremas, incêndios florestais e enchentes registradas ao longo do ano passado.

 

E as consequências também já chegaram aos cofres públicos, que tiveram prejuízo de ao menos US$ 100 bilhões (cerca de R$ 494 bilhões) por conta de episódios causados pela mudança climática apenas em 2021.


Maior acidez em 26 mil anos


O aumento da temperatura fez com que os oceanos alcançassem a maior acidez dos últimos 26 mil anos do planeta, apontou o estudo. O aumento ocorre por conta da reação produzida pelo mar por conta da maior presença de dióxido de carbono na atmosfera.

 

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Como consequência do aumento das temperaturas, o nível do mar aumentou 4,5 centímetros em 2021, concluiu a OMM.

 

Fonte: Portal G1

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