05 de Maio de 2026

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Comportamento - 25/02/2025

'Brain Rot' pode virar preocupação para empresas e profissionais

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Foto: Reprodução/Google

Esse fenômeno de ?brain rot? mostra a necessidade de equilíbrio entre as pressões externas e o cuidado com a saúde mental e intelectual, que devem ser tratados com a mesma seriedade das questões de produtividade no ambiente corporativo.

A Oxford University Press escolheu a expressão “brain rot” (cérebro apodrecido) como a palavra do ano em 2024. Este termo refere-se à deterioração do estado mental ou intelectual, muitas vezes associada ao consumo excessivo de conteúdo online considerado trivial ou sem profundidade. A popularidade desse conceito trouxe à tona uma nova perspectiva sobre o impacto dos hábitos digitais na vida pessoal e profissional dos indivíduos, especialmente no mundo corporativo.

 

Em tempos de alta demanda por produtividade, inovação e sofisticação nas soluções corporativas, muitas empresas começam a observar um fenômeno crescente relacionado à saúde mental dos seus profissionais. O aumento das doenças mentais associadas ao trabalho, como ansiedade, depressão e burnout, já era uma preocupação constante. Contudo, agora, um novo fator é levantado: o reflexo da vida pessoal, marcada pelo consumo de conteúdo digital de baixo valor intelectual, pode estar interferindo diretamente no desempenho no trabalho.

 

Antes, as pressões corporativas eram vistas como as principais responsáveis pelo adoecimento mental. No entanto, agora observa-se que as pessoas chegam ao ambiente de trabalho já sobrecarregadas, afetadas por um estado de “brain rot”, causado por hábitos digitais prejudiciais. O consumo excessivo de conteúdo superficial, muitas vezes nas redes sociais e outras plataformas, leva a sintomas como desânimo, falta de concentração e estagnação, o que pode resultar em um comprometimento significativo da capacidade de entrega dos profissionais.

 

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Os efeitos do “brain rot” também estão impactando a carreira e as perspectivas salariais dos profissionais. As promoções e aumentos salariais geralmente dependem de critérios como protagonismo, proatividade, profundidade no conhecimento e habilidades analíticas. Porém, se os profissionais se acostumarem com respostas rápidas e superficiais, essas características podem se tornar cada vez mais raras. Profissionais que não buscam mais o aprofundamento no conhecimento, a leitura de livros, a pesquisa ou a reflexão crítica podem ver suas carreiras estagnadas.

 

A falta de foco e objetividade no trabalho pode resultar na dificuldade de identificar problemas ou oportunidades de melhoria, afetando diretamente a performance individual e organizacional. Empresas podem acabar contratando ou promovendo colaboradores que não possuem a profundidade necessária para impulsionar a inovação e gerar valor real. O torpor e a superficialidade do consumo digital excessivo podem fazer com que os profissionais percam a capacidade de pensar criticamente e propor mudanças efetivas.

 

Com o avanço da digitalização e a aceleração dos hábitos digitais, as organizações precisam começar a lidar com a dualidade entre as exigências do mundo corporativo e as consequências do consumo desenfreado de conteúdo digital. As empresas devem estar atentas à saúde mental de seus funcionários e promover um equilíbrio entre o uso da tecnologia e o desenvolvimento do pensamento crítico.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Além disso, os profissionais precisam refletir sobre seus hábitos digitais. O consumo excessivo de conteúdo superficial pode impactar negativamente sua produtividade e, consequentemente, sua evolução na carreira. Ao invés de priorizar a rolagem contínua das telas e a busca por soluções rápidas, é essencial investir tempo no desenvolvimento intelectual, na leitura de conteúdos mais profundos, na reflexão crítica e na busca por uma educação contínua.

 

Muitos profissionais já começam a pensar sobre as prioridades para o ano seguinte. Esse pode ser o momento ideal para tomar decisões mais conscientes sobre como dedicar tempo e energia ao que realmente importa. A reflexão sobre o “brain rot” e os seus impactos pode ser o primeiro passo para cultivar um equilíbrio saudável entre a vida digital e as demandas do mundo corporativo. Empresas e profissionais precisam agir para evitar que a “deterioração mental” afete não só a saúde individual, mas também os resultados organizacionais.

 
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Esse fenômeno de “brain rot” mostra a necessidade de equilíbrio entre as pressões externas e o cuidado com a saúde mental e intelectual, que devem ser tratados com a mesma seriedade das questões de produtividade no ambiente corporativo.

 

 

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