21 de Abril de 2026

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Segurança Pública - 27/03/2023

Aluno de 13 anos mata professora de 71 e deixa cinco feridos em escola de São Paulo. VEJA VÍDEO E IMAGENS

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Foto: Reprodução

Motivo do ataque ainda não é conhecido; caso ocorreu na escola estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia

Um adolescente de 13 anos matou a facadas uma professora de 71 na manhã desta segunda-feira (27), na escola estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo. De acordo com o governo do estado, a vítima é a professora de ciências Elizabeth Tenreiro.

 

O agressor também feriu com golpes de faca dois alunos e outras três professoras. O adolescente, que é aluno do 8º ano do ensino fundamental na escola, foi apreendido. De acordo com a polícia, ele anunciou o ataque em um post em rede social na manhã desta segunda, em que escreveu ter aguardado por esse momento a "vida inteira". Disse, ainda, que esperava matar ao menos uma pessoa.

 

As professoras feridas são Jane Gasperini, Rita de Cássia Reis e Ana Célia Rosa. As vítimas foram socorridas e levadas para hospitais da região.

 

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Em entrevista a jornalistas, o secretário de Educação, Renato Feder, e o secretário de Segurança Pública, capitão Guilherme Derrite, disseram que o estado de saúde das professoras é estável. Um dos alunos também está estável, e o outro em estado de choque.

 

O adolescente usava uma máscara de caveira do momento do ataque, conforme mostram imagens do circuito de segurança da escola. O vídeo, ao qual a reportagem teve acesso, mostra que o adolescente entra correndo em uma sala de aula e parte para cima de uma professora, que estava de costas, em pé.

 

A docente, que não percebe a aproximação do agressor, é atingida violentamente por diversos golpes nas costas e cai no chão.

 

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Alunos entram em desespero e tentam sair da sala. Nesse momento, o agressor passa a tentar golpear os colegas e atinge alguns deles.

 

Um segundo vídeo mostra o adolescente atingindo outra professora. Ele desfere vários golpes na mulher, que está em pé e tenta se proteger com os braços.

 

A docente cai no chão, continua recebendo golpes e é arrastada pelo aluno. Duas mulheres entram na sala, e uma delas consegue imobilizar o adolescente, enquanto a outra retira a faca das mãos dele.

 

 

Para o secretário de Segurança, a professora realizou um ato heroico.

 

"Ela imobilizou o agressor, fez com que a arma branca fosse retirada dele. Se não fosse essa ação, a tragédia teria sido maior", disse Derrite, que lamentou o episódio. "Nosso foco é dar assistências às vítimas e famílias que passaram por isso. Uma linha de investigação vai ser realizada para entendermos quais os motivos que levaram esse aluno a fazer esse atentado", acrescentou.

 

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Ela imobilizou o agressor, fez com que a arma branca fosse retirada dele. Se não fosse essa ação, a tragédia teria sido maior - Capitão Guilherme Derrite, secretário da Segurança Pública, sobre professora que conteve o adolescente.

 

Feder também falou sobre a professora que ajudou a conter o agressor. "Conseguimos uma heroína hoje, a professora Cíntia. Não tivemos nenhuma criança com ferimentos graves. Toda a escola está muito triste, difícil saber o que aconteceu e as motivações", disse.

 

Ainda segundo Feder, a escola era atendida por uma ronda escolar, que agiu rapidamente e apreendeu o aluno. O agressor foi transferido para a escola no dia 15 de março.

 

"Nesse período de permanência, a diretora não recebeu nenhum aviso e nem [teve] ciência de nada que chamasse atenção. A escola foi pega desprevenida. A polícia vem fazendo bom trabalho próxima a escola", disse Feder.

 

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O secretário disse que as aulas estão suspensas nesta terça. O governo vai decretar três dias de luto no estado pela morte da professora Elizabeth Tenreiro. "Vamos conversar com os professores para ver, talvez, alguma reabertura gradual", disse.

 

O caso foi registrado no 34º DP (Vila Sônia). Por volta das 12h desta segunda, eram ouvidos na delegacia o adolescente apreendido e um estudante ferido, esfaqueado no braço e no ombro.

 

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Um aluno da escola disse à reportagem que testemunhou na semana passada uma briga entre o suspeito e outro estudante, que foram separados pela professora que sofreu os primeiros golpes do adolescente nesta segunda. Ele disse também que saiu correndo quando viu o ataque e acabou torcendo o pé.

 

Segundo relato desse aluno, o adolescente agressor chegou normalmente para a aula nesta segunda, colocou a máscara com estampa de caveira e partiu para cima da professora.

 

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A mãe desse aluno disse que episódios de violência são comuns na escola. A unidade é menor do que costumam ser as escolas da rede estadual —atende apenas cerca de 280 alunos do 6º ao 9º ano e conta com 15 professores.

 

Bastante abalado, o aluno falou sobre a professora Elizabeth. Disse que gostava das aulas dela, que ela era uma boa professora, carinhosa, que permitia que eles propusessem projetos e atividades.

 

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O Corpo de Bombeiros está no local prestando atendimento às vítimas. O helicóptero Águia da PM está de prontidão no local caso seja necessário. Ambulâncias do Samu também atendem a ocorrência.

 

Ainda de acordo com a PM, as informações sobre a ocorrência ainda estão sendo apuradas.

 

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lamentou o episódio em suas redes sociais.

 

"Não tenho palavras para expressar a minha tristeza com a notícia do ataque a alunos e professores da escola estadual Thomazia Montoro. O adolescente de 13 anos já foi apreendido, e nossos esforços estão concentrados em socorrer os feridos e acolher os familiares", escreveu.

 

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Em nota, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) lamentou o ataque e afirmou que há anos cobra medidas do governo do estado para a redução da violência no ambiente escolar.

 

"Mais um caso lamentável e chocante de violência em escola estadual expõe o descaso e o abandono do Estado em relação às unidades da rede estadual de ensino de São Paulo", diz trecho da nota, assinada pela professora Bebel, presidente da Apeoesp.

 

"Faltam funcionários nas escolas, o policiamento no entorno das unidades escolares é deficiente e, sobretudo, não existem políticas de prevenção que envolvam a comunidade escolar para a conscientização sobre o problema e a busca de soluções."

 

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Fotos: Reprodução

 

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OUTROS CASOS


Outros casos de violência dentro do ambiente escolar marcaram o país nos últimos anos.

 

Em novembro de 2022, um estudante de 16 anos atacou a tiros duas escolas em Aracruz (ES), deixando três mortos e 11 feridos.

 

Também no ano passado, em setembro, um adolescente de 14 anos portando um revólver e armas brancas invadiu uma escola em Barreiras (BA) e matou uma aluna de 19 anos.

 

Em março de 2019, dois ex-alunos invadiram uma escola em Suzano e mataram oito pessoas.

 

Fonte: com informações da Folha de S. Paulo

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