Os ataques ao Ibama intensificaram desde que o instituto determinou que o influenciador Agenor Tupinambá entregasse a capivara Filó ao órgão.
Pesquisadores, biólogos, conservacionistas e população civil organizada marcaram para esta terça-feira, 2, em Manaus, uma manifestação de abraço simbólico ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que tem sido alvo de ataques após o caso da capivara Filó, resgatada pelo órgão na semana passada.
A concentração acontecerá a partir das 8h, em frente à Superintendência do Ibama, na capital amazonense, na Rua Ministro João Gonçalves de Souza, S/N, no Distrito Industrial, zona Sul.
“Nossos tempos são difíceis e de reconstrução das políticas públicas socioambientais. Nossas instituições (Ibama, ICMBio e Funai) precisam de apoio e não ataques. Vamos abraçar o Ibama e seus servidores, apoiando o árduo trabalho diário que fazem em prol da proteção do nosso patrimônio natural”, consta no material de divulgação.
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Ataques

Os ataques ao Ibama intensificaram desde que o instituto determinou que o influenciador Agenor Tupinambá entregasse a capivara Filó ao órgão. O animal silvestre foi domesticado pelo influenciador Agenor Tupinambá em uma fazenda no município de Autazes, a 112 quilômetros de Manaus.
O animal foi entregue ao instituto na quinta-feira, 27. No sábado, 29, e domingo, 30, manifestantes se concentraram em frente à Superintendência do Ibama, em Manaus, pressionando pela liberação do animal após um juiz determinar que o instituto devolvesse Filó a Agenor. Alguns dos presentes ameaçaram invadir o local e agredir servidores da instituição.
À Folha de S. Paulo, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou que a história tem sido usada como forma de resposta às operações de combate à madeira e gado ilegal no Amazonas. “A rede bolsonarista está usando essa situação para atacar a gente”, declarou.

Fotos: Reprodução
Agenor ganhou fama nas redes sociais ao mostrar a rotina com Filó, em que dava até banho, e a papagaio Rosa. Ambos são animais silvestres e não podem ser domesticados como cães e gatos. O instituto afirmou que Agenor não tinha autorização para ficar com os animais.
Para o Ibama, Agenor cometeu “práticas relacionadas à exploração indevida de animais silvestres para a geração de conteúdo em redes sociais”, de acordo com o Decreto nº 6.514/2008, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).
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Ele foi autuado por crimes ambientais e multado em R$ 17 mil, além de retirar o conteúdo publicado sobre a criação de animais silvestres em ambiente doméstico e entregar os animais ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em Manaus.
Veja o vídeo:
‘Abraço ao Ibama’: Manaus tem manifestação em apoio a órgão após caso da capivara Filó pic.twitter.com/QEuAEy1gHF
— Portal Mulher Amazônica (@MulherAmazonica) May 2, 2023
Fonte: com informações da Revista Cenarium
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