Relato é de Rosivaldo Miranda, indígena do povo Piratapuya, que vive na aldeia Açaí-Paraná, no município São Gabriel da Cachoeira.
Para além das consequências visíveis na paisagem, com rios abaixo da margem, bancos de areia aparentes e peixes e botos mortos, a seca no Rio Negro impacta ainda mais populações ribeirinhas que dependem da água para beber, para pescar e para transitar.
"A água que nós estávamos bebendo parecia que estava fervendo. Água [estava] morna, mais que morna. A gente descia para beira, para pegar água, 3 horas da tarde, 2 horas da tarde e a água estava quente mesmo, bastante quente. Estava ruim para beber, para tomar banho."
O relato acima é de Rosivaldo Miranda, indígena do povo Piratapuya que vive na aldeia Açaí-Paraná, no município São Gabriel da Cachoeira (AM). Em entrevista ao podcast O Assunto desta sexta-feira, 27/10, ele contou como a seca no Rio Negro tem atingido quem precisa dele diariamente para viver.
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"A água começou a esquentar, a ferver, e os peixes sumiram. Sumiram!" Conhecido pelas águas escuras e sua extensão de quase 1.700 km, o Rio Negro é influenciado pelo Rio Solimões e depende da subida das águas no Peru e na tríplice fronteira, onde está situada a cidade de Tabatinga.
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Ele corta a cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas, e onde uma medição é realizada diariamente. Desde domingo, 22/10, o nível das águas está abaixo dos 13 metros no Porto de Manaus. É a pior seca da história em Manaus, desde que as medições hidrológicas foram instaladas, em 1902, e que reflete também em toda a região da floresta amazônica.Na quarta-feira, 25/10, subiu para 60 o número de cidades em situação em emergência no Amazonas por causa da seca histórica. São 608 mil pessoas afetadas no estado.
Fonte: com informações do Portal G1
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