Primeira-ministra israelense que lidou com eventos drásticos durante seu mandato
A interpretação de Helen Mirren é a grande força (ainda que não a única) desse filme de Guy Nattiv sobre a atuação da primeira-ministra Golda Meir durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973, quando Israel foi alvo de ataques do Egito e da Síria.
Mirren investe numa composição de traços bem marcados — a postura curvada, o rosto sempre preocupado e cansado, a fala controlada e quase sem alterações —, mas voa muito acima da mera reprodução das características físicas de uma figura real.
A criação exterior surge preenchida pela construção emocional de uma Golda que, fumando sem parar, procura disfarçar o medo, a agonia, a ansiedade e a insegurança diante de acontecimentos mais que dramáticos. Um trabalho contido e, ao mesmo tempo, transbordante.
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Além da impressionante presença de Mirren, o filme ganha com escolhas acertadas do diretor, como a valorização dos sons da guerra — por meio das desesperadas vozes daqueles que se encontram no campo de batalha —em detrimento do habitual enfileiramento de imagens repletas de sangue.
O resultado também é favorecido pelo roteiro de Nicholas Martin, que fornece um recorte histórico exato e garante ótimos momentos intimistas ao destacar as interações de Golda com Lou Kadar (Camille Cottin), sua assistente, e, em especial, com Henry Kissinger (Liev Schreiber), Secretário de Estado dos Estados Unidos.
A sequência em que Kissinger é praticamente obrigado a comer sopa de beterraba na casa de Golda conta, inclusive, com inspirados instantes de humor.

Golda : 'A Mulher de Uma Nação'! Helen Mirren dá vida à dama
de ferro da política de Israel(Fotos: Reprodução/Revista Veja)
Golda A Mulher de Uma Nação ( Golda ; Reino Unido/Estados Unidos; 2023), em cartaz nos cinemas, a materializar o resultado trágico da guerra do Yom Kippur: em outubro de 1973, ao longo de dezenove dias, mais de 2 500 israelenses morreram na defesa contra uma invasão árabe os inimigos perderam 8 000 soldados.
Fonte: com informações da Revista Veja
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