Nunca, nos quase 60 anos do modelo de desenvolvimento amazonense, foram fabricadas tantas motocicletas; nunca tal segmento empregou tantas pessoas - já são mais de 20 mil, segundo os balanços de 2025
O segmento de duas rodas se consolida como um dos principais, se já não for o principal, da Zona Franca de Manaus. As fábricas aqui instaladas celebram a quebra de recordes sobre recordes em 2025. Nunca, nos quase 60 anos do modelo de desenvolvimento amazonense, foram fabricadas tantas motocicletas; nunca tal segmento empregou tantas pessoas - já são mais de 20 mil, segundo os balanços de 2025 - e nunca exportamos tanto, mesmo com o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos no ano passado. A Zona Franca mostrou resiliência e capacidade de reação: outros mercados absorveram a lacuna deixada pelos estadunidenses, e o segmento passou incólume pelos exageros norte-americanos.
O ano de 2025 foi de provação e superação para o setor. Houve dificuldades, que culminaram em êxito. Se há aprendizados a serem trazidos de 2025 para o setor de duas rodas da Zona Franca de Manaus, são que ainda existe muito mercado para os veículos aqui produzidos; que o setor tem espaço ainda gigantesco para crescer no modelo ZFM, e que as lideranças políticas e empresariais do Estado precisam unir forças com o governo federal para buscar tais investimentos.
É fato que o mundo, e a economia das nações, passa por extrema instabilidade - muito devido aos arroubos do presidente dos Estados Unidos - o que poderia turvar as projeções de crescimento da Zona Franca para os próximos anos. As incertezas do cenário internacional são concretas. Mas, considerando as análises mais positivas, Donald Trump já deu fortes sinais de que não busca novos enfrentamentos com o Brasil. Se tal situação se consolidar, a Zona Franca de Manaus poderá ter ampliada sua competitividade de maneira significativa, principalmente para o segmento de duas rodas.
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Foto: Reprodução/Google
É claro que há outros fatores, como o comportamento do mercado interno, principal destino das motos made in Manaus. E aqui falamos da taxa de juros, da inflação e do comportamento dos consumidores em face desse panorama. Podemos apostar que, se nada absurdamente extraordinário acontecer, 2026, para o segmento de duas rodas, será, pelo menos, tão bom quanto 2025. O problema é que vivemos tempos onde o imprevisível vem perdendo sentido.
Fonte: com informações Acrítica
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