Horas depois, uma gestante de 18 anos deu entrada na maternidade sem receber atendimento, e o bebê morreu após complicações. As imagens integram o inquérito policial que apura se houve homicídio qualificado por omissão.
Um vídeo de câmeras de segurança obtido pela reportagem de A CRÍTICA mostra o médico Humberto Fuertes Estrada, escalado como cirurgião plantonista do Hospital Vinícius Conrado, em Eirunepé (a 1.160 km de Manaus), bebendo em um bar da cidade por volta de 1h30 da madrugada de sábado, 22. Horas depois, uma gestante de 18 anos deu entrada na maternidade sem receber atendimento, e o bebê morreu após complicações. As imagens integram o inquérito policial que apura se houve homicídio qualificado por omissão.
De acordo com a Polícia Civil, a gestante chegou ao hospital por volta das 4h, em trabalho de parto. A equipe tentou acionar o médico diversas vezes, mas, segundo o delegado do município de Eirunepé, Yesuz Pupu, “ele não se encontrava de corpo presente, bem como se encontrava incomunicável, sem seu celular, sem outros meios de contato”. A direção do hospital chegou a enviar uma ambulância até a residência do médico, mas ele não foi localizado. Humberto Fuertes só apareceu no hospital por volta das 9h, aproximadamente cinco horas após o chamado.
Quando o parto foi finalmente realizado, o bebê já apresentava graves complicações. De acordo com o delegado, “a criança, dentro do ventre da mãe, broncoaspirou a própria urina, as próprias fezes, o próprio material existente dentro do ventre da mãe, o que foi, em tese, a causa eficiente do óbito”.
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Apuração por homicídio qualificado
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Foto: Reprodução
Em vídeo enviado à imprensa, o delegado Yesuz Pupu confirmou que as imagens fazem parte do inquérito e detalhou a conduta do médico naquela madrugada. Segundo ele, “apurou-se que este médico, algumas horas antes da chegada da gestante ao hospital, estava ingerindo bebida alcoólica”.Com base nas câmeras do estabelecimento, o delegado informou que, “por volta de uma e meia da manhã, este médico compareceu a um bar com amigos, onde fez ingestão de diversas bebidas alcoólicas até por volta de duas e meia, três horas da manhã, tendo ido embora acompanhado de uma mulher que ele havia conhecido naquela noite”.
A Polícia Civil investiga a relação entre o atraso e a morte do bebê. “Buscamos investigar justamente o nexo de causalidade entre essa morosidade, essa demora, esse atraso do médico em realizar o pronto atendimento, com o resultado morte”, afirmou. Com o nexo seja comprovado, Humberto Fuertes deverá ser indiciado por homicídio qualificado. “Ele era um garantidor. Na condição de médico, deveria estar presente no hospital, deveria ao menos estar comunicado”, reforçou o delegado.
O delegado também disse que essa não teria sido a primeira conduta omissiva do médico: “Apurou-se na sequência que não foi a primeira vez que esse médico deixou de prestar imediato socorro a pacientes, já tendo agravado a situação de saúde de algumas pessoas”.
Fonte: com informações Acrítica
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