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Comportamento - 31/03/2022

Veja os prós e contras do casamento, segundo Charles Darwin

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Foto: Reprodução

O naturalista pesou as vantagens do casamento em oposição à carreira antes de pedir a mão de sua prima ? cuja companhia ele considerou melhor do que a de um cachorro.

Charles Darwin descreveu 11 de novembro de 1838 em seu diário como “O dia dos dias!”. Foi quando sua prima, Emma Wedgwood, aceitou seu pedido de casamento. Mas o naturalista britânico nem sempre esteve tão certo sobre a união.

 

Antes do pedido – e da cerimônia, que rolou em janeiro de 1839 –, Darwin passou meses indeciso entre a vida de solteiro e o matrimônio. Então, o método escolhido por ele para chegar a uma conclusão foi rabiscar listas de prós e contras em seu diário – considerando, por exemplo, o impacto da união em sua carreira.

 

A primeira vez que Darwin recorreu ao método pouco romântico foi em abril de 1838 – dois anos após desembarcar do HMS Beagle, navio em que viajou por cinco anos coletando espécimes de plantas e animais ao redor do mundo. Nessa época, ele já era reconhecido no meio acadêmico e científico.

 

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Na coluna “Casar” da lista, Darwin demonstra preocupação com a necessidade de “trabalhar por dinheiro” (para sustentar esposa e filhos) e com a possibilidade de “morar em Londres como um prisioneiro”. Casar “significa [tornar-se] limitado”. Já a coluna “Não casar” inclui planos profissionais e viagens solitárias pela Europa ou América.

 

Lista de prós e contras do casamento escrita por Darwin.

 

Dali a três meses, em julho de 1838, Darwin escreveria uma segunda lista de prós e contras. Entre os pontos favoráveis ao casamento, estavam as suposições de que Emma seria uma companhia constante, até a velhice, alguém para cuidar da casa e “melhor do que um cachorro, de qualquer maneira”.

 

Já que tocava piano, Emma também poderia oferecer entretenimento musical ao cientista, além de “conversas femininas” – coisas “boas à saúde, mas terrível perda de tempo”, escreve Darwin.

 

Aventuras na História · O casamento problemático de Charles Darwin com Emma  Wedgwood, sua prima de primeiro grau

 

Os filhos do casamento – que, segundo as anotações, viriam se Deus quisesse – também seriam uma boa companhia, apesar das possíveis brigas e despesas que causariam.

 

Não se unir à prima significava “liberdade para ir onde quisesse”, conversar com “homens inteligentes em clubes”, não ter compromissos familiares e ter mais dinheiro para livros.

 

Mas, dessa vez, o método leva Darwin à conclusão de que “é necessário casar”, pois seria “intolerável” passar a vida inteira apenas trabalhando. Ele escreve que não pode seguir sua vida solitária com rugas já aparecendo em seu rosto. Segundo ele, seria um escravo – “mas há muitos escravos felizes”, conclui.

 

 

Em carta de janeiro de 1839, Darwin escreve à Emma que ela o humanizaria e ensinaria que “há maior felicidade do que construir teorias e acumular fatos em silêncio e solidão”.

 

Darwin casou-se com sua prima no mesmo mês, e a união durou mais de quarenta anos, até a morte do cientista. Durante as duas primeiras décadas da união, Darwin se dedicou a desenvolver (e aperfeiçoar incansavelmente) sua teoria da seleção natural – antes de publicar “A Origem das Espécies” em 1859.

 

Darwin tinha razão: a endogamia prejudicou sua linhagem | Ciência | EL PAÍS  Brasil

Fotos: Reprodução

 

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Eles tiveram dez filhos, três dos quais morreram prematuramente. Darwin, inclusive, temia pela saúde de suas crianças suspeitando de que elas sofressem de problemas genéticos originados pela endogamia.

 

Fonte: Portal Super Interassente

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