A iniciativa sul-coreana reacende discussões globais sobre o papel da educação na formação de valores e sobre como equilibrar justiça, oportunidade e responsabilidade social nos processos seletivos.
As principais universidades da Coreia do Sul estão adotando uma nova postura em relação ao ingresso de estudantes, priorizando a conduta e o caráter tanto quanto o mérito acadêmico. Na temporada de admissões de 2025, seis das dez maiores instituições do país rejeitaram 45 candidatos — todos com excelentes notas — devido a registros de bullying escolar em seus históricos.
A medida marca uma mudança significativa no processo seletivo das universidades de elite, como a Seoul National University e a Kyungpook National University, que passaram a considerar infrações disciplinares como critério de exclusão. A decisão foi impulsionada por um escândalo em 2023, quando o filho de um ex-procurador quase foi admitido na Seoul National University, apesar de seu histórico de agressões a colegas, o que gerou forte reação da opinião pública.
Em resposta à pressão social, as instituições implementaram sistemas de dedução de pontos para candidatos com registros de violência escolar. Na Kyungpook National University, por exemplo, alguns estudantes chegaram a perder 150 pontos por infrações graves, o que inviabilizou sua aprovação mesmo com ótimo desempenho no exame nacional CSAT.
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Foto: Reprodução/Google
A política tem gerado debates acalorados. Críticos afirmam que a medida pode dificultar a reabilitação de jovens que cometeram erros no passado e que o processo pode resultar em ações judiciais, já que muitos candidatos buscam revisar punições aplicadas ainda no ensino médio. Por outro lado, os defensores da nova regra afirmam que ela envia uma mensagem clara de responsabilidade e ética, reforçando que o papel das universidades é formar não apenas alunos brilhantes, mas também cidadãos conscientes e respeitosos.
A iniciativa sul-coreana reacende discussões globais sobre o papel da educação na formação de valores e sobre como equilibrar justiça, oportunidade e responsabilidade social nos processos seletivos.
Fontes:
The Korea Herald
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