O encontro revelou um forte consenso internacional: é possível e urgente construir um mundo onde cada criança cresça protegida em sua casa, escola e comunidade.
O Conselho Executivo do UNICEF dedicou um espaço exclusivo para avaliar os esforços globais de combate à violência contra crianças — um problema que, segundo especialistas, causa impactos profundos tanto no desenvolvimento infantil quanto na sociedade como um todo.
O encontro revelou um forte consenso internacional: é possível e urgente construir um mundo onde cada criança cresça protegida em sua casa, escola e comunidade.
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Avanços e soluções já disponíveis

Apesar da gravidade da questão, os participantes ressaltaram o progresso conquistado pela comunidade global e destacaram soluções de alto impacto baseadas em evidências, que podem ser ampliadas para gerar resultados ainda mais expressivos. Essas soluções incluem o fortalecimento de sistemas de proteção infantil, maior apoio a pais e cuidadores, além da promoção da participação ativa de crianças e jovens nos processos de decisão.
Vozes que marcaram o encontro

• Leymah Gbowee, assistente social liberiana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz:
“Devemos lembrar que uma infância tocada pela violência é um futuro interrompido, mas uma criança protegida é uma geração restaurada.”
• Zarina Kitaeva, defensora da juventude do Uzbequistão:
“Globalmente, as crianças com deficiência têm 4 vezes mais chances de sofrer violência do que seus pares. No entanto, muitos permanecem em silêncio…”
• S.E. Laila Bint Ahmed Al-Najjar, Ministra do Desenvolvimento Social de Omã:
“A paternidade está se tornando cada vez mais complexa. É por isso que devemos ver esforços mais fortes e sistemáticos liderados pelos governos para apoiar pais e cuidadores.”
• Raynajwa Salma Amalia Rizquna, defensora da juventude da Indonésia:
“Os governos devem tomar medidas concretas, medir o impacto e permanecer fundamentados nas experiências reais das crianças. Isso acontece quando as crianças têm a oportunidade de liderar.”
• George Laryea-Adjei, Diretor do Grupo de Programa do UNICEF:
“Devemos falar mais sobre violência.”

Fotos: Reprodução/Google
Além disso, Robin Nandy, representante do UNICEF em Uganda, ressaltou a necessidade de ampliar o financiamento e garantir uma força de trabalho social robusta, essencial para proteger efetivamente as crianças.
Um compromisso global necessário
Os participantes concordaram que acabar com a violência contra crianças não é apenas possível — é essencial. Esse compromisso está no centro dos Programas Nacionais do UNICEF e dos direitos fundamentais da infância.
A mensagem final foi clara: a transformação só será alcançada com ação coletiva, consistente e inclusiva, envolvendo governos, sociedade civil, famílias e, principalmente, as próprias crianças. “Acabar com a violência contra as crianças é possível e é essencial. Comprometa-se com isso.”
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