Segundo a diretora-executiva da agência, Catherine Russell, a situação chegou a um ponto crítico: ?Em agosto, uma em cada cinco crianças na Cidade de Gaza foi diagnosticada com desnutrição aguda e necessitava de apoio nutricional e tratamento que salvam v
Em meio à escalada militar em Gaza, a UNICEF divulgou um alerta dramático sobre a crise nutricional que atinge milhares de crianças e mulheres no território. Segundo a diretora-executiva da agência, Catherine Russell, a situação chegou a um ponto crítico: “Em agosto, uma em cada cinco crianças na Cidade de Gaza foi diagnosticada com desnutrição aguda e necessitava de apoio nutricional e tratamento que salvam vidas.”
Embora a entrada de alguns suprimentos tenha sido possível nas últimas semanas, a intensificação dos ataques forçou o fechamento de cerca de uma dúzia de centros de nutrição, deixando ainda mais vulneráveis crianças que dependiam desses atendimentos. “Os serviços de nutrição precisam ser protegidos em Gaza e em toda a Faixa. Nenhuma criança deveria sofrer de desnutrição, algo que podemos prevenir e tratar quando temos acesso e condições seguras para atuar”, reforçou Russell.
Veja também

Na ONU, Zelensky acusa Rússia de recusar cessar-fogo e critica corrida armamentista
Cidadania italiana em jogo: decisão da mais alta corte pode beneficiar milhões
Crianças e mães em risco extremo
Além das crianças pequenas, mulheres grávidas e lactantes estão entre os grupos mais afetados pela falta de alimentos adequados. Com a redução dos serviços de saúde e a escassez de apoio contínuo, os riscos para mães e bebês são severos. Dados da UNICEF revelam que um em cada cinco bebês em Gaza já nasce prematuro ou com baixo peso.
Esforços e desafios
.jpeg)
A UNICEF tem ampliado a entrada de suprimentos nutricionais essenciais e, em parceria com outras organizações, distribui alimentos terapêuticos em cerca de 140 pontos do território. Houve aumento nos estoques de RUTF (alimento terapêutico pronto para uso), o que deve atender a demanda até o fim do ano para crianças diagnosticadas com desnutrição aguda grave.
No entanto, os estoques de outros suprimentos críticos, especialmente para lactentes e mulheres grávidas, continuam insuficientes. A agência alerta que são necessárias ações preventivas urgentes com alimentos nutritivos para evitar que a desnutrição se agrave ainda mais. Apesar de a reabertura limitada da entrada de bens comerciais ter trazido algum alívio, com queda parcial nos preços, muitos alimentos básicos seguem indisponíveis ou fora do alcance das famílias mais pobres.
Apelo humanitário
(6).jpeg)
A UNICEF destaca que, para evitar um cenário de fome em larga escala, é fundamental garantir:
• maior volume de ajuda alimentar;
• melhor logística de distribuição e acessibilidade;
• fornecimento contínuo de combustível, gás de cozinha e insumos para a produção local de alimentos;
• restauração dos serviços essenciais de saúde e reabilitação do sistema de saúde.
Pedido à comunidade internacional
.jpeg)
Fotos: Reprodução/Google
A agência da ONU fez um apelo enfático a todas as partes envolvidas:
• restabelecimento imediato do cessar-fogo;
• proteção a civis e à infraestrutura vital, incluindo hospitais, abrigos, centros de nutrição e sistemas de água;
• entrada rápida e sem restrições de ajuda humanitária em Gaza;
• liberação imediata de todos os reféns mantidos por grupos armados.
“As crianças de Gaza não podem esperar. A comunidade internacional precisa agir agora para evitar uma tragédia ainda maior”, concluiu a UNICEF.
Portal Mulher Amazônica
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.