Pela primeira vez na história, o Estado brasileiro formalizou um espaço de diálogo com mulheres indígenas em âmbito nacional. Essas lideranças apresentaram 50 propostas prioritárias, estruturadas em cinco eixos temáticos:
Brasília, agora: cerca de 5.000 mulheres indígenas, vindas de todos os biomas brasileiros e de outros países da América Latina, reuniram-se em Brasília em um encontro sem precedentes: a IV Marcha das Mulheres Indígenas, simultânea à I Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, realizada entre os dias 2 e 8 de agosto de 2025.
Pela primeira vez na história, o Estado brasileiro formalizou um espaço de diálogo com mulheres indígenas em âmbito nacional. Essas lideranças apresentaram 50 propostas prioritárias, estruturadas em cinco eixos temáticos:
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1. Direito e gestão territorial
2. Emergência climática
3. Políticas públicas e violência de gênero
4. Saúde
5. Educação e transmissão de saberes ancestrais para o Bem Viver ? ? ?.
O documento final foi entregue ao Congresso Nacional em uma cerimônia que ressoou forte no coração de Brasília — a “Carta dos Corpos-Territórios em Defesa da Vida”, em que afirmam: “Somos guardiãs do planeta pela cura da terra”. Como resultado concreto dessa articulação, foram anunciadas várias ações importantes:
• Criação de um grupo de trabalho interministerial entre os Ministérios dos Povos Indígenas e das Mulheres para desenvolver a Política Nacional das Mulheres Indígenas.
• Mobilização por audiências públicas nos estados, para garantir que as decisões cheguem às comunidades.
• Demarcação de três Terras Indígenas no Ceará: Pitaguary, Tremembé de Queimadas e Lagoa Encantada.
• Assinatura do decreto para reestruturação da FUNAI, reforçando sua capacidade institucional na defesa dos direitos indígenas.
• A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, agora presidida por uma deputada indígena, Célia Xakriabá, anunciou destinação de recursos especificamente para políticas públicas voltadas aos povos indígenas.
• Lançamento do Prêmio Nega Pataxó e do Prêmio Mre Gavião, reconhecendo e financiando projetos liderados por mulheres indígenas e comunicadores indígenas, respectivamente.
Vozes e lideranças em destaque
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Fotos: Reprodução/Google
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, destacou que a conferência, com suas etapas regionais e nacional, consolidou demandas colocadas pelas próprias mulheres indígenas para finalmente serem ouvidas. A presidente da FUNAI, Joênia Wapichana — primeira mulher indígena a ocupar esse cargo — também celebrou o protagonismo feminino na construção de políticas públicas essenciais.
E, na Câmara Federal, Célia Xakriabá reafirmou seu papel como protagonista política indígena: ao assumir a presidência da Comissão da Mulher, comprometeu-se com pautas como o combate ao feminicídio e a justiça climática. Esse encontro fortalece um novo momento na política indígena e brasileira. As mulheres indígenas, protagonistas centrais desta conferência, reúnem mobilização, ancestralidade e protagonismo político — reclamando espaço, direitos e autonomia no desenho de políticas sociais, territoriais, ambientais e culturais.
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