05 de Maio de 2026

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Internacional - 24/02/2025

Trump ordena que Nasa remova menções a mulheres na liderança e apaga sites do governo

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

De acordo com o site 404 Media, um memorando interno da NASA, datado de 22 de janeiro, instruiu os funcionários a excluir termos relacionados a acessibilidade, povos indígenas, equidade de gênero e justiça ambiental de suas plataformas online.

Em uma nova investida contra a equidade de gênero e os direitos humanos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) remova de seus sites qualquer menção à representatividade de minorias e políticas voltadas para mulheres em cargos de liderança. A decisão está alinhada às diretrizes do governo, que classifica essas iniciativas como “desperdício”.

 

De acordo com o site 404 Media, um memorando interno da NASA, datado de 22 de janeiro, instruiu os funcionários a excluir termos relacionados a acessibilidade, povos indígenas, equidade de gênero e justiça ambiental de suas plataformas online. A medida ocorre logo após Trump assinar uma ordem executiva para desmantelar os escritórios de Diversidade, Igualdade, Inclusão e Acessibilidade (DEIA) no governo federal. Consequentemente, a NASA também suspendeu diversos comitês de astrofísica e ciência planetária, além de cancelar contratos relacionados a programas de inclusão.

 

Em 2023, a NASA foi reconhecida como uma das melhores empregadoras dos EUA em diversidade. Um relatório de 2021 do Escritório do Inspetor Geral da agência apontou que sua força de trabalho era composta por cerca de 35% de mulheres e 30% de minorias. No entanto, um estudo recente de 2024 revelou que, apesar das iniciativas de inclusão, o avanço na representação de mulheres e minorias na NASA foi mínimo, com um aumento de apenas 1% ou 2% ao longo da última década.

 

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Paralelamente às mudanças na NASA, a administração Trump também está fechando e modificando milhares de sites do governo federal. Segundo um levantamento do New York Times, mais de 8 mil sites foram alterados ou removidos para atender às novas diretrizes, que proíbem menções a “ideologia de gênero”. Entre as páginas afetadas, estão conteúdos relacionados à saúde LGBTQ, HIV e juventude, que desapareceram dos sites dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

 

Ao tentar acessar esses conteúdos, os usuários se deparam com um aviso: “O site do CDC está sendo modificado para cumprir as ordens executivas do presidente Trump”. A exclusão de informações está gerando forte reação de organizações de saúde. A Infectious Diseases Society of America (IDSA) e a HIV Medicine Association (HIVMA) alertaram que a remoção de dados essenciais compromete a resposta a surtos de doenças e prejudica o acesso a informações médicas baseadas em evidências.

 

 

Além disso, Trump também ordenou a remoção da versão em espanhol de vários sites governamentais e apagou a seção “Issues” (Questões) do site da Casa Branca, que abordava temas como democracia, equidade e justiça. Agora, esse link redireciona para “The Trump-Vance Administration Priorities” (As prioridades da administração Trump-Vance).

 

No último dia 4 de fevereiro, Trump reforçou seu negacionismo climático ao ordenar a remoção de sites governamentais que divulgam informações sobre a crise climática. Entre os sites removidos estão o USFS Climate Change Resource Center, o Climate Action Tracker e o National Roadmap for Responding to Climate Change. Esses portais forneciam dados e diretrizes para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

 

 

De acordo com o The Guardian, o Departamento de Agricultura recebeu ordens para arquivar ou excluir qualquer página relacionada às mudanças climáticas. Em um e-mail interno, os funcionários foram instruídos a catalogar todo o conteúdo antes da exclusão, para posterior revisão do governo.

 

 Fotos: Reprodução/Google

 

As ações de Trump estão sendo fortemente criticadas por cientistas, pesquisadores e organizações de direitos humanos. A exclusão de informações essenciais, tanto sobre saúde quanto sobre mudanças climáticas, representa um retrocesso significativo na transparência governamental e na disseminação de conhecimento científico.

 

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Enquanto isso, diversas instituições estão buscando meios de preservar essas informações em arquivos independentes e plataformas descentralizadas para evitar a perda definitiva de dados fundamentais para a sociedade. A comunidade internacional também observa com preocupação as medidas do governo Trump, alertando para o impacto dessas decisões em áreas críticas como saúde pública, meio ambiente e direitos humanos.
  

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