Em Fórum da Bloomberg NEF, especialistas defendem que os altos riscos cambiais, entraves regulatórios e a falta de instrumentos financeiros inovadores limitam o pleno potencial do país
O Brasil se consolidou como o sétimo maior destino global de investimentos em transição energética em 2024, com US$ 37 bilhões (R$ 192,4 bilhões) captados – um crescimento pelo terceiro ano consecutivo e que mostra seu potencial em soluções verdes, impulsionado por energia solar, eólica e veículos elétricos.
Por outro lado, há um paradoxo: o valor ainda representa apenas 1,8% dos US$ 2 trilhões (R$ 10,4 trilhões) investidos no mundo e ainda é bastante aquém frente a sua liderança em recursos naturais e energias renováveis.
É o que revela o novo relatório anual Brazil Transition Factbook 2025 da Bloomberg NEF e que também destaca um cenário em que o país precisa investir US$ 6 trilhões para zerar as emissões até 2050.
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Líder em matriz renovável no G20 (88%), 53% das emissões brasileiras ainda vêm do transporte e o motor para a descarbonização está na eletrificação. Este setor cresceu 126% no ano passado, com vendas de EVs atingindo 6% do mercado automotivo e impulsionadas pela chegada de montadoras chinesas como a BYD, que deve inaugurar uma fábrica no país ainda em 2025.
Segundo prevê a Bloomberg NEF, as finanças sustentáveis devem aumentar ainda mais neste ano, com a introdução de uma nova taxonomia, relatórios de riscos climáticos e amadurecimento do mercado de carbono regulado.
Fonte: com informações Portal Exame
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