De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal, colisão em Teófilo Otoni, neste sábado, 21, deixou ao menos 39 mortos.
Na madrugada deste sábado, 21, um desastre sem igual abalou a BR-116, em Teófilo Otoni, Minas Gerais. Um acidente envolvendo um ônibus, um carro e uma carreta que transportava uma gigantesca pedra de granito resultou na morte de 39 pessoas, tornando-se a maior tragédia em rodovias federais desde o início dos registros da Polícia Rodoviária Federal em 2007.
O impacto foi devastador: a colisão aconteceu por volta das 3h30 da manhã, no km 285 da rodovia, quando o pneu do ônibus estourou, levando o motorista a perder o controle e colidir contra a carreta. O ônibus, com passageiros a bordo, se incendiou, e o fogo se espalhou rapidamente. O calor foi tão intenso que 25 das vítimas fatais foram completamente carbonizadas. As cenas gravadas por motoristas que passavam pelo local são de tirar o fôlego, com os veículos em chamas em plena madrugada.
As vítimas que sobreviveram, em estado grave, foram levadas aos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento de Teófilo Otoni. Relatos de quem ajudou nas tentativas de resgatar os feridos são angustiantes: pessoas queimadas tentando salvar outras, crianças gritando pelo resgate dos pais. O fogo, porém, não foi a única causa das mortes. A suspeita é de que um enorme bloco de granito tenha se soltado da carreta, atingindo o ônibus, gerando o caos e o incêndio devastador.
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??TRAGÉDIA: vídeo mostra destruição no acidente entre carreta e ônibus na BR-116 em Teófilo Otoni, Minas Gerais. Autoridades confirmam 38 mortos.
— Portal do Cerrado (@portaldocerrado) December 21, 2024
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A tragédia ocorre dias antes do Natal, ferindo profundamente as famílias das vítimas, com o governo de Minas Gerais oferecendo apoio para acolher os entes queridos das vítimas. A empresa EMTRAM, responsável pelo ônibus, lamentou o ocorrido e se comprometeu a ajudar as vítimas e suas famílias, incluindo acompanhamento psicológico.
Em um cenário já dramático, mais detalhes tornam a situação ainda mais revoltante: o trecho onde o acidente aconteceu tinha um radar que limitava a velocidade dos veículos a 60 km/h, mas foi removido recentemente por questões burocráticas. O risco, infelizmente, se concretizou, e o acidente, uma das maiores tragédias das rodovias federais, serviu como um alerta fatal.
Neste momento de dor e lamento, o Brasil assiste a uma tragédia que não pode ser esquecida, com a população e as autoridades em busca de respostas e justiça.
Fonte: com informações do g1
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