A imposição singular de 50% sobre o Brasil (enquanto outros países recebem tarjas menores) sinaliza uso claro da economia como ferramenta geopolítica.
Em uma nova escalada das tensões bilaterais, o governo dos EUA anunciou aumento de tarifas sobre produtos brasileiros de 10% para 50%, a partir de 1º de agosto, na chamada política de “tarifas recíprocas” (“Liberation Day tariffs”).
O presidente Donald Trump justificou a medida alegando retaliação às ações judiciais no Brasil, especialmente o julgamento de seu aliado Jair Bolsonaro — acusado de fomentar um golpe de Estado — e multas aplicadas contra big techs americanas. A imposição singular de 50% sobre o Brasil (enquanto outros países recebem tarjas menores) sinaliza uso claro da economia como ferramenta geopolítica.
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Setores brasileiros em risco

• Aeronáutica: Embraer alertou que a tarifa pode causar impacto comparável à pandemia, encarecendo cada aeronave em ≈ US$?9?milhões e inviabilizando vendas nos EUA.
• Café e suco de laranja: Operadores antecipam impacto imediato nos preços — traders americanas e varejistas como Starbucks e Dunkin’ estão correndo para estocar antes de 1º/8.
• Carnes, madeira, máquinas: Exportações sensíveis como carne bovina (~23% das vendas dos EUA), madeira e bens industriais sofrerão forte queda de competitividade.
Consumidores americanos devem pagar mais por itens do café da manhã, além de enfrentar possíveis aumentos em produtos industrializados que utilizam insumos brasileiros. No Brasil, o presidente Lula reagiu com firmeza, invocando a “Lei de reciprocidade” para aplicar contratarifas de 50% sobre produtos americanos. Parlamentares apoiam duramente a defesa da soberania nacional.

Fotos: Reprodução/Google
Esse movimento ocorre num momento de crescente apostas no BRICS e em alternativas ao dólar. O Brasil tem sido protagonista de iniciativas conjuntas com China, Rússia e Índia para transações em moedas locais — um dos fatores que irritam os EUA. A Casa Branca também investiga formalmente as práticas comerciais brasileiras, abrindo mais um front sob a Seção 301 da lei de 1974.
A escalada do “tarifaço Trump” representa um claro uso da ameaça econômica para influenciar políticas judiciais e soberanas do Brasil. Porém, o país reagiu de forma diplomática e comercial, preparando resposta proporcional. Se uma mesa de negociação não for aberta imediatamente, o choque deixará impacto profundo no agronegócio brasileiro e também nos preços ao consumidor americano.0
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