País é o segundo maior exportador do produto para os EUA. Governo Lula, porém, mantém cautela sobre a decisão do republicano
Vinte dias após o retorno de Donald Trump à Casa Branca, o governo dos Estados Unidos decretou uma medida que deve causar impactos diretos na balança comercial entre o país norte-americano e o Brasil. Nesta segunda-feira à noite, o presidente da maior economia do mundo instituiu tarifa de 25% sobre a importação de aço e de alumínio. O republicano já havia adiantado a decisão no fim de semana, o que causou apreensão entre as nações que seriam mais afetadas.
Horas antes de Trump assinar o decreto, a postura no governo brasileiro era de cautela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros evitaram dar uma resposta direta ao republicano, sob a alegação de que não havia uma decisão oficial. Até o fechamento desta edição, o Palácio do Planalto não tinha se manifestado a respeito da sobretaxa.
Nesta segunda-feira à tarde, após participar de um evento promovido por uma empresa de biotecnologia, em Valinhos (SP), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse que ainda aguardava a confirmação das novas tarifas para se posicionar. De qualquer modo, ressaltou que a relação entre Brasil e EUA é bicentenária e envolve uma colaboração mútua.
Veja também

Governo venezuelano é acusado de matar opositor de Maduro no Chile
Israel completa retirada de corredor que divide Gaza
"Exportamos US$ 40,2 bilhões para os EUA, e eles exportam para nós até um pouco mais: R$ 40,5 bilhões. Então (a balança comercial), é equilibrada, é um ganha-ganha, e eles têm até um pequeno superavit com o Brasil", frisou.
Alckmin disse acreditar no diálogo entre os dois países e relembrou um caso semelhante ocorrido há sete anos. "Isso já aconteceu antes, mas foram estabelecidas cotas. Quem tem mais competitividade consegue colocar mais e melhor os seus produtos em benefício da população", completou.
(775).jpeg)
Fotos: Reprodução/Google
As cotas mencionadas por Alckmin foram estabelecidas em 2018, pelo próprio Trump, durante o primeiro mandato do republicano. Na ocasião, os EUA impuseram uma taxa de 25% sobre todas as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio, excluindo os vizinhos Canadá e México, dois dos principais fornecedores. Além disso, o país norte-americano permitiu que outras nações pedissem inclusão em uma lista de exceção.
O governo do então presidente Michel Temer fez a solicitação, e o pedido foi aprovado. Em seguida, os EUA estabeleceram um sistema de cotas para as exportações brasileiras, que permitia a venda de produtos de aço ou alumínio semiacabados até que se atingisse um volume equivalente à média das exportações de 2015 a 2017. Para produtos acabados, o limite era 30% inferior à média das exportações no mesmo período.
Fonte: com informações Correio Braziliense
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.